Dedico este blog à minha filha Thais, meu eterno amor, que partiu muito cedo para um lindo lugar... no outro lado da vida ..!!!

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sábado, 28 de abril de 2012

Perder alguém Querido


Não há palavras para expressá-la.
Não há livro que a descreva.
Por isso, o melhor jeito de consolar é falar pouco, orar junto,
sentir junto, e estar presente, cada um do jeito que sabe.


Palavras não explicam a morte de alguém querido.
Sabem disso o pai, a mãe, os filhos, os irmãos, o namorado e a namorada,
o marido e a mulher, os amigos de verdade.
Quando o outro morre, parte do mistério da vida vai com ele.
A parte que fica torna-se ainda mais intrigante.
Descobrimos a relação profunda entre a vida e a morte quando alguém
que era a razão, ou uma das razões, de nossa vida vai-se embora.


Para onde? Para quem? Está me ouvindo?
A gente vai se ver de novo? Como será o reencontro?
Acabou-se para sempre, ou ela apenas foi antes?
Por que agora? Porque desse jeito?
As perguntas insistem em aparecer e as respostas não aparecem claras.
Dói.. dói.. dói e dói...


Então a gente tenta assimilar o que não se explica.
Cada um do jeito que sabe.
Há o que bebe, o que fuma, o que grita, o que abandona tudo,
o que agride, o que chora silencioso num canto,
o que chama Deus para uma briga, o que mergulha
no fatalismo e o que, mesmo sem entender ou crer, aposta na fé.


Um dia nos veremos de novo... enquanto este dia não chegar,
quem eu amo e se foi, sei que me vê, me ouve, e ora por mim, lá, junto de Deus.
Para ela a vida tem, agora, uma outra dimensão.
Alcançou o definitivo.
Quem fica perguntando e sofrendo somos nós.
Mas como a vida é um riacho que logicamente deságua,
a nossa vez também chegará e,
quando isso acontecer, então não haverá mais lágrimas.
As que aqui foram choradas terão a sua explicação.
Alguém que não sabemos, porque nasceu de nós e porque cresceu em nós,
porque entrou tão cheio em nossa vida, fechou os olhos e foi-se embora.


Quem ama de verdade não crê que se acabou.
A vida é uma só: começa aqui no tempo e continua, 
depois, na ausência de tempo e de limite.
Alguém a quem amamos se tornou eterno.
E essa pessoa já sabe quem e como Deus é.
E também sabe o porquê de sua partida.
Por isso, convém falar com ela e mandar recados a Deus por meio dela.
Se ela está no céu, então alguém, além de Deus,
de Jesus e dos Santos, se importa conosco.


Definitivamente, não estamos sozinhos, por mais que doa a solidão de havê-la perdido.
Mas é apenas por pouco tempo.
Quem amou aqui, sem dúvida, se reencontra no infinito...


Pe. Zezinho, SCJ

terça-feira, 24 de abril de 2012

Reencarnar, pra quê?


Assim como as pessoas têm muito medo de morrer porque não sabem o que irão encontrar na outra dimensão, os espíritos que estão vivendo no astral têm medo de reencarnar.
Esquecer o passado e mergulhar no mar encalpelado do mundo, enfrentar seus próprios limites e os desafios de seu crescimento é assustador. 
Controlar as emoções, ordenar a mente, experimentar as próprias idéias e enfrentar os resultados requer coragem, persistência.
Ficar entregue ao próprio discernimento, tomar decisões, ser responsável pelo próprio destino atemoriza.


Para o espírito, reencarnar é como vestir um escafandro e mergulhar nas profundezas do oceano.
O corpo de carne tem um metabolismo lento, muito diferente do mundo astral, onde tudo é mais dinâmico e rápido.
Lá, a força do pensamento materializa rapidamente os objetivos, de acordo com a capacidade de cada um, criando e movimentando os elementos.
Aqui na Terra, nossos projetos levam muito mais tempo para se tornar realidade.
Para construirmos um edifício levamos muitos meses, enquanto lá eles o fazem em algumas horas.


- Como?! Há prédios no astral? - alguns vão perguntar.
Há prédios, ruas, cidades, tudo. O que chamamos de astral são os mundos das outras dimensões do universo.
Cada um deles gravita em determinada faixa de ondas, possui um magnetismo próprio e, para os que vivem lá, tudo é tão sólido quanto para nós é nosso mundo.
Não os podemos ver porque nossos olhos enxergam apenas em limitada faixa de percepção, o que não os impede de continuar existindo.
A limitação é nossa. Os micróbios existem, mas só os podemos ver se tivermos um microscópio.


Se eles têm medo, porque reencarnam?
Para reeducar o emocional. No astral as emoções são muito mais fortes e profundas.
A tristeza, o remorso, o arrependimento, a frustração, a mágoa tornam-se insuportáveis e chega um momento em que, cansado de suportá-las, o espírito aceita nascer na Terra. Para ele, o esquecimento será uma bênção.
O magnetismo lento permitirá que ele medite mais, experimente, reflita, conheça-se melhor e amadureça.
Reencarnar na Terra é começar de novo.


Todas as lembranças do passado são guardadas no inconsciente temporariamente e, embora possam influenciar intuitivamente o espírito reencarnado, ele estará em sintonia com o cérebro do novo corpo, que como um filme virgem vai registrar as novas experiências. 
Não é genial?
A vida, mágica e divina, vai tecer os acontecimentos, juntar pessoas, de acordo com as necessidades daquele espírito, e criar estímulos a que ele se torne mais consciente, liberte-se dos antigos padrões de crença que o levaram ao sofrimento.
Se ele aproveitar, voltará ao astral mais lúcido e feliz.


A vida é um eterno agora, e nós continuaremos sendo o que fizermos de nós, seja onde for que passemos a viver.
Enfrentar nossas dificuldades desde já, fazer nosso melhor, é construir nossa paz.


Zíbia Gasparetto

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Caminhar sempre...


Nada e ninguém tem o direito de nos fazer parar ou desistir.
Para que parar, se temos a oportunidade de continuar
e construir uma nova história?
Quando paramos, estacionamos, não abraçamos, nem tomamos 
posse das graças e promessas de Deus em nossas vidas.


Ao passo que quando caminhamos, crescemos,
nos tornamos melhores, fazemos a diferença em nossas
vidas e na dos demais, aprendemos a amar mais,
a perdoar mais e a sorrir mais.
Dessa maneira, 
vamos transformando as pessoas e as situações ao nosso redor,
e também sendo transformados por elas.
Tendo a graça de conhecer os desígnios de Deus
e tocar nas promessas d'Ele.
Olhe que lindo!


Quando caminhamos nós vamos descobrindo qual a melhor 
direção a seguir e a buscar.
E assim, fazemos a experiência de descobrir
os melhores caminhos que Deus tem para nós,
E ao abraçar o que Deus tem para nós,
somos mais felizes, e dessa forma, também fazemos os outros
mais felizes.


Seguir em frente é necessário e fundamental.
O que nós não podemos fazer é parar.
Isso não pode acontecer.
Pois ao fazê-lo, deixamos de viver,
de acreditar e de ver as coisas "além" do que conseguimos ver
normalmente, e acabamos nos tornando pessoas negativas,
desmotivadas, tristes...
Quando paramos perdemos o gosto e a razão de viver.
Por quê?


Justamente porque estamos "estacionados".
E isso não pode acontecer conosco.
Nem comigo nem com você.
Não pode acontecer com ninguém.
Mas, se isso estiver acontecendo com você,
reaja, lute, volte a caminhar de onde você parou!
Acolha isso como uma ordem de Deus:
Ande, caminhe, siga em frente.


Quantas pessoas estão paradas nos seus medos,
nas suas dores, nas preocupações,
nas provações, nas revoltas, na depressão, no ódio...
Quantas pararam de sonhar, de lutar.
Onde você parou?


Para que parar quando temos a chance de continuar
a caminhada todos os dias?
Por isso, voltemos à estrada, voltemos a trilhar nosso caminho,
com fé, coragem, determinação, ânimo, força de vontade.
Vamos tocar a vida em frente.
Caminhemos sem desanimar, independentemente do que 
possamos estar vivendo.


Não vamos deixar que os sofrimentos, as provações,
as pessoas e os acontecimentos nos paralisem.
Caminhemos sempre!
E saiba que a cada novo passo que nós damos,
Jesus o dá junto conosco.


Autora: Betania Alves

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Provação e Aprendizado


Quando a dor nos bate à porta e enche de sombras nossa vida, costumamos chorar ou nos desesperar. Abatidos, olhamos em torno e invejamos os felizes do mundo: os que têm riquezas, os que aparentam não ter preocupações, os que têm saúde ou famílias perfeitas.
Nessas horas de provação lamentamos e choramos. Raras vezes aproveitamos a ocasião para meditar e retirar aprendizados.


Muitas vezes, aqui na Terra, as preocupações da vida material nos cegam.
Ficamos tão aflitos com o que haveremos de comer ou de beber que esquecemos de que temos Deus, um Pai amoroso que cuida de todos nós.
Acredite: ninguém está esquecido por esse Pai amoroso e bom, que faz nascer o sol sobre o bom e os maus, que faz cair Sua chuva sobre justos e injustos.
Muitas vezes nos perguntamos: Por que isso aconteceu comigo? A pergunta deveria ser diferente: Para quê isso aconteceu comigo?
Sim, toda e qualquer experiência - sofrida ou feliz - traz um aprendizado importante. São momentos que vão enriquecer nossa alma.


Deus não brinca com as nossas vidas. E se Ele permite que certas coisas aconteçam conosco é porque há um objetivo útil e importante para nós.
Faça uma retrospectiva: observe os momentos difíceis de sua existência. Cada um deles trouxe algo de novo, um aprendizado especial. Cada lágrima, acrescentou sabedoria, experiência, um novo olhar sobre a vida.
A doença, por exemplo, nos ensina a valorizar a saúde, a cuidar melhor do corpo. A pobreza nos revela a importância do trabalho e do esforço pessoal. A família difícil nos oferece a lição da tolerância.


Enfim, as privações nos ensinam a ser mais sensíveis perante o sofrimento alheio. Essas lições são interiorizadas: nós as guardaremos para sempre.
Na verdade, essas dificuldades são advertências que a vida nos apresenta, alertas sobre nossas atitudes perante o próximo.
Se algo de ruim nos ocorre, vale a pena se perguntar: O que posso aprender com isso? Como posso melhorar a partir desse episódio?
Mas, atenção: nada disso significa que devemos cultuar a dor. Nada disso!
Bem sofrer não significa cultivar o sofrimento, ser conformista ou agravar as dores que sofremos. Bem sofrer significa enfrentar as situações com fé e coragem, alimentar a esperança enfrentando as situações com serenidade.


Assim, busque soluções, lute por sua felicidade. Mas faça tudo isso com tranquilidade.


Quando desabarem sobre você as tempestades da vida, não se entregue à revolta destruidora. Silencie, ore e procure descobrir o aprendizado oculto que a situação traz.
Acredite: por mais amarga que seja a experiência, os frutos desse aprendizado jamais se perderão e eles poderão nos tornar mais sábios e generosos.
Por isso, cada vez que as lágrimas visitarem seu rosto, erga os olhos para o céu e agradeça.
Nas suas orações, peça a Deus a força necessária para superar o momento difícil e a inspiração para encontrar soluções.
E Deus, que nos ama tanto, não deixará de atendê-lo na medida de suas necessidades espirituais.


Quando o momento difícil passar, você se sentirá bem melhor se não tiver de lembrar que se entregou ao desespero, que gritou e se debateu.
Em geral, a solução está bem próxima. Se estivermos transtornados de medo ou desespero, será mais difícil resolver o problema.
Com calma, logo poderemos ver a luz no fim do túnel.


Pense nisso.


Redação do Momento Espírita.
Em 22/03/2010.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Os desígnios de Deus


Quantas vezes já nos escutamos dizendo "seja o que Deus quiser?" Quantas foram as vezes que encerramos um assunto comentando "foi a vontade de Deus?"
Ou ainda, das vezes que oramos o Pai Nosso, prestamos atenção de que sempre solicitamos que seja feita a Sua vontade e não a nossa?


Muito embora esteja na cultura das ruas, nos ditos populares entender que a vontade de Deus é a mais adequada, será que cremos nisso de verdade?
Você já teve arrancado do seu convívio íntimo, pelo fenômeno da morte, alguém que amava muito? Já teve a doença minando a saúde de alguém que lhe é caro e você se sentindo impotente?


É comum nessas situações a revolta tomar nossa intimidade. Mas porque orar pedindo a Deus para que seja feita a Sua vontade, se quando ela Se cumpre nos revoltamos?
Algumas vezes, perante os desígnios do Pai nos comportamos de maneira infantil. Quando a vontade Dele não é a mesma que a nossa, brigamos com Ele.


Você já percebeu o que acorre com uma criança mimada, quando os pais não fazem suas vontades? Ou quando os pais a obrigam ir à escola, escovar os dentes, tomar banho?
Somente depois de crescidos, entendemos o porquê de tantas coisas que não gostávamos, mas que nos ajudaram a formar o caráter.


Com as coisas de Deus, algumas vezes acontece dessa forma conosco. Muito embora não possamos entender completamente o porquê de alguns desafios que a vida nos impõe, eles, esses embates da vida, sempre têm um bom motivo para acontecer.
Compreender que Deus é Pai e nos oferece o que é melhor para cada um de nós, é um bom caminho para começar a entender Seus desígnios.


Entender que muito do que nos acontece na vida foi anteriormente programado, antes mesmo de estarmos por aqui, e ainda, que muito foi até solicitado por nós mesmos, faz compreensível a própria vida.
Os desígnios de Deus são pautados na Sua Lei de amor, e por nos amar, nos oferece desafios, nos oferece o bom combate, a fim de vencermos as limitações que ainda existem em nossa intimidade.


Todo o desafio que nos ocorre, seja no campo material, emocional, afetivo, é sempre convite da vida para vencermos barreiras.
Jamais encaremos perda, tropeços, carências afetivas ou financeiras, como castigos de Deus ou como obra do acaso. São sempre oportunidades da vida para que nos tornemos mais fortes, maiores intimamente.


Jesus nos lembra que até os fios dos nossos cabelos estão contados, tal é o cuidado que Deus tem para cada um de nós.
Dessa forma, aceitemos com o coração leve e a alma aberta esses desafios que a vida nos oferece. Percebamos neles a lição que carregam consigo.
E cada vez que oramos "seja feita a Sua vontade" que façamos das palavras a ação e o sentimento perante a vida.


Redação do Momento Espírita.
Em 17/07/2009.

terça-feira, 20 de março de 2012

Vencendo o Medo


Muitos são os acontecimentos que nos envolvem, alegrias e tristezas se misturam ao nosso caminho, porém, jamais estamos desamparados.
Se uma porta se fecha, outra se abre adiante.
Dificuldades sempre serão vencidas, basta confiarmos.
Certamente os desafios já vividos foram muitos, mas com fé e coragem, conseguimos superá-los. Quantos momentos de dúvida e desânimo já atravessamos?
Quantas vezes julgamos não sermos capazes de prosseguir?
E o medo? Quantas vezes tentou nos paralisar?


Porém, o Pai nunca nos desamparou.
Se tivemos que atravessar a tempestade, certamente, lá estava Ele a nos guiar.
Se espinhos nos feriram, era Sua mão que aliviava nossas feridas.
E quando chorávamos, era Ele que nos consolava e buscava nos mostrar um novo caminho. Sim, são muitas as adversidades que nos envolvem e irão envolver, mas não podemos nos entregar ao desespero, porque desesperados, não enxergaremos a luz que está a nossa frente.
É necessário que vençamos o medo que nos impede de ir a frente, porque só assim, poderemos trilhar o caminho. Devemos acreditar que somos sim, capazes de realizar a nossa reforma íntima e sermos perseverantes nesse objetivo.
Encontraremos espinhos, mas ao invés de chorarmos pelas feridas que eles possam nos causar, admiremos o perfume das flores que também se fará presente.


Não tenhamos medo de recomeçar quando necessário, confiantes, podemos escolher um novo horizonte, basta que façamos com que a fé ilumine nossos passos.
Não tenhamos receio diante das dificuldades, porque as provas que se apresentam a nossa frente não são impossíveis de serem superadas e nenhuma dor destruirá nosso Espírito. Somos seres eternos e eterna também é a nossa evolução, por isso, não fiquemos desanimados quando errarmos, ainda temos muito que aprender, o importante é jamais desistir e com perseverança, veremos como as lições passarão a ser assimiladas. Não nascemos para sofrer eternamente, se hoje a dor nos visita é para que aprendamos algo e assim no amanhã, chegarmos as verdadeiras conquistas.
Não deixemos de acreditar em nosso potencial, cada um de nós é capaz de muito realizar, mas é preciso confiar, porque só com confiança se atravessa a tempestade.


Façamos a nossa parte, sabendo que a espiritualidade está sim conosco, mas somos nós, que devemos dar o primeiro passo.


Não importa a dor física ou espiritual que estejamos enfrentando, ela passará. Devemos manter a fé e a serenidade nos momentos em que a escuridão nos envolver, porque só assim, voltaremos a enxergar a luz que irá nos guiar.
Confiemos e jamais desistamos, não importa quantas vezes venhamos a cair, sempre poderemos nos levantar e recomeçar.
Não deixemos que o medo nos impeça de continuar a nossa jornada, somos capazes de vencer os obstáculos externos e principalmente internos que surgirem.
A evolução é o nosso caminho, confiemos, continuemos a jornada, nosso íntimo clama pelo progresso espiritual.
Tenhamos a certeza de que o Mestre caminha ao nosso lado e assim, não há motivo para desespero ou desânimo, Ele nos protege e com Sua luz, podemos vencer todos os medos que nos afligem e tentam nos impedir de caminhar.


Então, com confiança e perseverança, sigamos em frente.
Hoje e sempre...


Sônia Carvalho
Autora do livro "E a vida se renova".

terça-feira, 13 de março de 2012

Vídeo: Perda de Entes Queridos - Suely Caldas Schubert


Hoje, deixo para vocês, este vídeo do Programa Transição - A Visão Espírita para um Novo Tempo.
Este maravilhoso programa espírita é exibido pela TV Urbana de Porto Alegre nas quartas, quintas e sextas-feiras às 20:30hs.

Espero que gostem!!!


Meus queridos amigos!
Quero agradecer a cada um pela presença constante na minha vida através do blog e por todo carinho e amor que recebo de todos vocês. Sempre me emociono muito com cada mensagem de apoio, com cada palavra de conforto e ânimo que vocês me deixam, nelas eu encontro força e paz, palavras que sempre me trazem alento! Agradeço a Deus, por ter colocado no meu caminho pessoas maravilhosas como vocês, pessoas iluminadas e queridas... saibam que guardo todos com muito carinho no meu coração!
Estou, realmente, passando por um período bem mais difícil agora, o tempo passa e cada vez dói mais meu peito de tanta saudade e hoje sei que a minha vida é, e sempre será, feita de altos e baixos mas, caminhar é preciso, por isso decidi buscar ajuda de um profissional psicoterapeuta e comecei a terapia em janeiro. Minha filha me faz muita falta, não tem sido fácil conviver com o vazio de sua ausência mas, não desisto da minha luta para continuar, quero estar bem, estou me esforçando para sobreviver, por mim, e sobretudo, por amor aos meus dois filhos Thais e Thiago. Sempre busco o apoio espiritual e o espiritismo me conforta muito, sigo esta maravilhosa Doutrina há bastante tempo e agora, mais do que nunca, quero aprender e saber muito mais sobre espiritualidade, minha Thais era espírita kardecista desde a sua adolescência, a minha amada filha sempre foi um espírito muito evoluído, nos deixou muitos ensinamentos. Tenho muita fé, acredito na minha força interior e confio em Deus, acima de tudo, Sua mão me ampara sempre, Sua presença me ilumina e me consola, renova minhas forças e me dá coragem para prosseguir na minha jornada terrena, seguir em frente confiante, na esperança do tão sonhado dia, escolhido por Deus, para o nosso feliz reencontro na eternidade.
Agradeço imensamente a todos que me visitam diariamente e bem vindos os novos seguidores. Obrigada sempre, amigos! Adoro recebê-los!
Que Deus os ilumine e proteja a cada dia. Paz!!!
Beijo enorme e um abraço apertado a todos.
Com amor,
Ilca

sexta-feira, 2 de março de 2012

Perdas Inesperadas


"Quem sabe soletrar "adeus", sem lágrima e nenhuma dor?" pergunta a poeta Clara Becker, desconfiando da quase impossibilidade de vivenciarmos perdas afetivas sem passar pela dor. A perda nos fala de um vínculo que se rompe de forma irreversível, sobretudo quando ocorre perda real e concreta - a morte.
A intensidade e duração da vivência que advém da perda (o processo de luto) de algo ou de alguém afetivamente importante - seja a perda de um emprego, a ruptura de uma amizade, a separação de um amor - (perdas para a vida), ou a morte de um ente querido (perdas para a morte), vai depender de uma série de fatores. Estes, vão desde as características, estrutura psíquica de cada pessoa enlutada, passam pela qualidade do relacionamento que a pessoa e família tinham com o ente querido que se foi, o suporte psicossocial que a família recebe, o histórico de perdas anteriores, até a forma como aconteceu a morte, se esperada ou inesperada. 


Chamamos de processo de luto a reação à perda, o enfrentamento das etapas desse período. Dentre as fases comuns que as pessoas atravessam, são: o choque e o torpor, a fase de anseio ou raiva; a desorganização ou depressão, e por fim, a reorganização ou aceitação, quando é possível retomar projetos, novas relações, lidar com a dor da perda de uma forma mais serena. É importante destacar a alternância dessas fases, bem como a normalidade da presença de sentimentos como solidão, angústia, falta de interesse pela vida, sentimentos de culpa, além de sentimentos físicos como, falta de ar, falta ou excesso de apetite, insônia, fadiga, aperto no peito.
De uma forma geral, o luto é um processo de longo prazo, cerca de um a dois anos. Após este período, é esperado que a dor mais intensa diminua e que a pessoa consiga retomar suas atividades. Mas, no caso das perdas/mortes inesperadas, a dor é infinitamente maior e a elaboração da perda é lenta e muito mais sofrida, por exemplo: morte súbita; doença terminal de curta duração; acidentes de trânsito; acidentes de avião; acidentes naturais (terremotos, desabamentos); epidemias; mortes violentas (assassinatos, suicídios), o que favorece um luto complicado ou patológico. É comum as pessoas se afogarem na imensidão da dor, guardando eternamente sentimentos de raiva, indignação e culpa, questionamento a justiça dos homens e a de Deus, abandonando sua vida em vida.
Como lembra novamente a poeta: "o tempo que antecipa o fim, também desata os nós", ou seja, resolver as questões pendentes, agradecer, perdoar e ser perdoado, falar de sentimentos e até da saudade que sentirá, são vivências impossibilitadas para quem perde inesperadamente alguém.


A possibilidade que permite seguir a vida passa pelo enfrentamento da dor e das etapas seguintes. É preciso compartilhar a dor com a família, amigos, grupos de apoio - pessoas vivendo situações semelhantes, para que se possa aprender a conviver com a perda. É uma via dolorosa, porém mais saudável.
Cabe salientar que atravessar as tarefas necessárias no luto ( reconhecer e aceitar a perda para poder voltar-se para o que ficou, e seguir) para aprender a viver sem a pessoa perdida, no momento de uma dor tão aguda, pode ser facilitado tanto pela rede de apoio familiar e social, quanto pela ajuda de um profissional.
Um profissional que trabalhe com a terapia do luto auxilia a pessoa enlutada e o grupo familiar a atravessar esse processo, de forma a não carregar cotidianamente, e por longos anos, uma dor paralisante. Previne a instalação do luto crônico e de possíveis adoecimentos emocionais e físicos, capacitando-os a reorganizarem-se e a desenvolverem recursos próprios para superar a falta, convivendo com saudade e o amor, encontrando um lugar para acomodar a dor.


Reinvestir amor e esperança na vida que fica pode parecer impossível diante de uma grande perda inesperada, mas é um caminho a ser alcançado. Poder amar as outras pessoas à sua volta não significa que não se ama mais a pessoa que partiu, pois se é verdade que "de tudo fica um pouco..." (Drummond), do amor fica muito e eternamente.


Autora: Ana Elisa de Castro

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Thais... sem você, sou apenas metade!

                               Thais em Florianópolis, feliz...  no dia em que eu e ela
                        voltávamos de umas férias inesquecíveis na Lagoa da Conceição.
                                                         Que saudade filhota!!
                                                                     


Metade
Adriana Calcanhotto

Eu perco o chão
Eu não acho as palavras
Eu ando tão triste
Eu ando pela sala
Eu perco a hora
Eu chego no fim
Eu deixo a porta aberta
Eu não moro mais em mim...


Eu perco as chaves de casa
Eu perco o freio
Estou em milhares de cacos
Eu estou ao meio
Onde será
Que você está agora?...(2x)


Thais, sou metade sem ti minha filha, e a dor é inevitável. A dor deste coração partido é grande, profunda, indescritível; dói no fundo da alma não poder te ver, te tocar, não poder te abraçar e te beijar... apesar de não poder sentir a tua presença física, continuas viva dentro de mim e te sinto sempre comigo. Obrigada Thaisinha!... Obrigada minha filha querida, minha companheira maravilhosa, minha melhor amiga.
Que Deus esteja sempre contigo meu anjo lindo!
Te amo, minha filhota! Terás para sempre o meu amor incondicional e eterno...
Serás para sempre, a minha maior SAUDADE...!!!
Até um dia filha...


tua mamis                                                                     

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Superação da perda de um ente querido


Perder um ente querido significa um dos momentos mais difíceis da existência humana. A dor da separação daqueles que amamos pode ser definida de inúmeras formas. Alguns a descrevem como uma dor no coração indescritível, outros dizem sentir uma sensação de vazio como se a alma estivesse despedaçada, há aqueles também que custam a querer acreditar no que aconteceu. O fato é que a dor da perda não pode ser evitada, mas a maneira de encarar a situação e a compreensão de que a morte não existe pode ajudar as pessoas a passarem por este momento doloroso.

A crença na vida após a morte e que a separação é passageira, diante da eternidade, traz um grande consolo no momento da partida daqueles que amamos. O desespero e a revolta diante desta perda podem prejudicar aqueles que partiram.
Além da busca do consolo espiritual, é preciso aprender a lidar com a perda do ente querido. Para compreendermos melhor como trabalhar interiormente esse momento tão difícil e doloroso, o indivíduo que tem conhecimento da existência da vida após a morte aprende a lidar muito melhor com a questão da perda de entes queridos, porque tem uma concepção diferente dos demais, sabe que a perda é apenas física e transitória. Então, quando a pessoa passa por essa situação, muitas vezes de uma forma inesperada ou brutal e tem a crença nos valores espirituais, consegue viver esse período de luto com maiores condições de enfrentar o distanciamento.

A pessoa que crê na existência da vida após a morte e passa pela dor da perda de um ente querido, lida melhor psicológicamente e emocionalmente com a morte. O indivíduo que não tem essa concepção da existência espiritual, acaba vivendo esse distanciamento de uma maneira pior e de forma conflituosa, por não acreditar na possibilidade de reencontrar a pessoa que partiu.
Com a dor da perda, o psiquismo sofre muitos danos e se existir uma ligação muito forte entre esses, a pessoa acaba vivendo com um grande drama. Muitas, até, não conseguem se curar quando perdem seus entes queridos; continuam sofrendo muitos anos com a mesma dor.

Nós temos que analisar o que é a perda. Ela significa que não podemos mais compartilhar com aquela pessoa que é muito importante em nossa vida. Todos nós temos pessoas importantes em nossas vidas, mas se estivermos mais preparados e desenvolvermos o autoconhecimento, aprenderemos a trabalhar melhor com os momentos difíceis. Muitas vezes existe uma dependência emocional muito grande entre elas e a perda parece brutal, até mesmo desesperadora. Então, uma forma melhor de lidar com essas situações é a busca da psicoterapia. Por intermédio do tratamento, acaba entrando em contato com suas potencialidades internas e desenvolvendo a auto-estima, pois em geral, as pessoas muito dependentes das outras são pessoas que não confiam em si mesma.
O autoconhecimento é uma ajuda para tudo na vida do ser humano, porque as perdas, as dificuldades e as frustrações existem e vão existir sempre. Mas a pessoa aprende, dessa maneira, a ter subsídios emocionais e afetivos suficientes para enfrentar as perdas em geral; aprende a canalizar o seu amor também para outras pessoas.

Falar, expressar seus sentimentos pode ajudar muito, mas apenas isso não resolve totalmente a questão. O tempo também ajuda a pessoa a enfrentar a situação.
É importante que aconteça a comunicação, porque as pessoas muitas vezes acabando entrando em um estado de isolamento e se distanciar não é a maneira mais adequada de solucionar o problema. Negar, jamais deve ser o caminho de resolução de uma questão, e evitar falar é fugir. O ser humano não foi criado para viver a dor, foi criado para viver o prazer, e desde criança aprendemos a lidar com a vida cheia de prazeres. Por isso que muitas vezes vemos os jovens com grandes frustrações e decepções, buscando até as drogas para fugir.
O importante é perceber os bons momentos que vivemos com esse ente querido. Além disso, tentar entender que nada acontece por acaso, tudo tem uma finalidade e se a separação ocorre, ela causa um grande impacto, mas temos que guardar um bom sentimento e sabermos que a caminhada foi importante enquanto estivemos juntos e que a separação não é o fim. Existe a possibilidade do reencontro.

Nós aprenderemos a lidar melhor com essa separação se tivermos a certeza de que ela é transitória. Todos nós partiremos um dia para o plano espiritual. Lidar com a morte não é nada fácil, porque é conviver com a perda. O enfrentamento vem a partir do momento em que tentamos aproveitar a presença de nossos entes queridos enquanto estão conosco, demonstrando carinho e amor, para quando partirem, não sofrermos tanto. Mas o que resta quando esse ente desencarna é lembrar desses bons momentos e ter a certeza de que a perda não é permanente, é apenas transitória. É um período de afastamento.
A pessoa deve tentar levar sua vida adiante, pois quando ficamos presos demais à perda, no futuro acabamos tomando conhecimento de que não vivemos a própria vida e sim, a vida do outro.
A pessoa que sofre a dor da perda de um ente querido não deve depender emocionalmente de uma mensagem psicografada. Apesar de muitas vezes servir como consolo, ela precisa criar forças em seu próprio mundo interior.

( Autor desconhecido ).
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