quinta-feira, 10 de maio de 2012
A dor da perda de um Ente Querido
A dor causada pela perda dos entes amados atinge a todos nós com a mesma intensidade. É a lei da vida a que estamos sujeitos.
Quando nascemos, nossa única certeza absoluta no transcorrer da vida será a de que um dia morreremos. Não há como fugir a esta realidade.
A morte não faz parte de nossas preocupações imediatas. Vamos levando a vida sem pensarmos que um dia morreremos, aí, quando menos esperamos, ela nos bate à porta arrebatando-nos um ser amado e então, sentimo-nos impotentes diante dela e o pensamento de que "nunca mais o verei", aumenta mais nossa dor.
Algumas pessoas sentem com maior intensidade a perda do ente amado, demorando a se recuperar da dor pela partida. Principalmente, se a morte ocorreu repentinamente, de uma forma brusca, como acontece em desastres ou através da violência. Existem também pais que perdem seus filhos em tenra idade, quando começam a sonhar para eles um futuro promissor.
Com a perda, vem a tristeza e a revolta: "Por que meu filho morreu tão cedo? Era preferível a morte ter me levado no lugar dele, pois já vivi muito enquanto ele não teve tempo de viver", e por aí seguem outras tantas exclamações contra a partida daquele ser tão querido. Então, vem a procura, a busca de um consolo que possa realmente acalmar e levar um pouco de tranquilidade ao espírito, e vem a indagação que tanta angústia traz ao coração: "Onde meu filho(a) estará agora? Só queria saber se ele(a) está bem, como se sente.". Começa, então, a procura por notícias, o afã de saber o paradeiro daquele que se foi para nunca mais, segundo a visão acanhada que se tem da "vida e da morte."
A possibilidade da comunicação com o ser querido, leva muitas pessoas a desejarem, a todo custo, uma mensagem, uma palavra que possa proporcionar-lhes a aceitação do ocorrido ou que lhes minore a enorme saudade que sentem.
É muito gratificante, através do intercâmbio espiritual, sabê-los felizes, certificando-se, através de relatos deles próprios com detalhes de sua nova existência, que eles continuam ligados aos familiares pelos laços indestrutíveis das afeições sinceras.
No entanto, é necessário precaver-se contra a urgência desenfreada de se obter, a qualquer custo, principalmente em pouco tempo de desencarnação dos entes queridos, a comunicação tão desejada com intuito de acalmar o coração saudoso.
Sabemos que a comunicação em pouco tempo de desencarne, não é totalmente impossível, mas não é recomendável, visto o espírito encontrar-se num estado de adaptação a sua nova vida, e de sentir-se ainda fortemente ligado às vibrações materiais.
A mediunidade não deve ser encarada como um dom nosso, e sim, um dom a nós dado por Deus, uma ferramenta de trabalho em benefício não só do próximo como do próprio médium, pois se bem utilizada é uma ponte para a evolução de nosso ser. Mas a paciência para se obter a comunicação deve ser levada em conta, pois existem barreiras dos dois lados que podem adiar por um bom tempo o tão sonhado intercâmbio.
Em casos extremos, pode acontecer do desencarnado, ao ver o estado de sofrimento dos familiares com a sua partida, pedir aos espíritos responsáveis por sua adaptação ao mundo espiritual para ir acalmar-lhes os corações..
Muitas vezes, os espíritos dos entes queridos vêm nos visitar e nós não damos por isso, ou mesmo, durante o sono, o nosso espírito vai se encontrar com o dele, vai visitá-lo, e não guardamos lembrança de nada, a não ser uma saudade, uma lembrança dele que não sabemos nem porque nos vem tão repentinamente.
Sabemos através dos ensinamentos espirituais, que todos nós ao fecharmos nossos olhos para a vida material e nos transferirmos para a vida espiritual, ficaremos num sono, numa espécie de torpor, recebendo todo o amparo e ajuda de equipes espirituais para nos desfazermos das vibrações materiais com maior rapidez.
Então, esse período para o espírito é de fundamental importância, requer daqueles que ficaram, o amparo da prece e de vibrações de amor e de que seus sofrimentos não ultrapassem aquele da saudade, sem extrapolar para a revolta com os desígnios de Deus. O importante, é sabermos que o desencarnado requer um tempo para se reconhecer. Muitas vezes eles não se sentem mortos, sente-se como se estivessem num sonho; ficam sem entender o estado em que estão. Mas, esses irmãos não ficam sozinhos nunca. É preciso que saibamos disso: os espíritos responsáveis por eles estão junto esperando que as vibrações materiais mais grosseiras se desfaçam, cuidando com todo o carinho para que eles possam se adaptar ao novo estado.
Abra o seu coração para Deus, apenas Ele poderá te ajudar. A saudade é grande, mas devemos pensar que, esteja onde estiver, nosso ente querido estará bem, melhor do que aqui, e ao lado de Deus nosso Pai!
Por Guilhermina Batista Cruz
sábado, 5 de maio de 2012
As Angústias e o Remédio
Existem noites em nossas vidas que são mais escuras, noites em que o vento violento e ruidoso traz a tempestade forte e barulhenta.
Os trovões e os relâmpagos fazem estremecer a madrugada como se fossem durar para sempre.
Não há como a gente ignorar os sentimentos que tomam de assalto nossos frágeis corações.
O medo e a incerteza tiram nosso sono, e passamos minutos infindáveis, imaginando o pior. Ficamos com medo de que o céu possa, de um momento para o outro, cair sobre nossas cabeças.
Mas sem qualquer aviso, o vento vai se acalmando, as gotas de chuva começam a cair com menos violência e o silêncio volta a imperar na noite.
E então adormecemos sem nos dar conta do final da tempestade, e quando acordamos, com o sol da manhã a nos beijar o rosto, nem sequer nos recordamos das angústias da noite.
Os galhos caídos na calçada, a água ainda empoçada na rua, nada, nenhum sinal é suficientemente forte para que nos lembremos do temporal que há poucas horas nos assustava tanto.
Assim ainda somos nós, criaturas humanas, presas ao momento presente.
Descrentes, a ponto de quase sucumbir diante de qualquer dificuldade, seja uma tempestade ou revés da vida, por acreditar que essa dificuldade poderia nos aniquilar ou ferir irremediavelmente.
Homens de pouca fé, eis o que somos.
Há muito tempo fomos convidados a acreditar no amor do Pai, soberanamente justo e bom, que não permite que nada que não seja necessário e útil nos aconteça.
Mesmo assim continuamos ligados à matéria, acreditando que nossa felicidade depende apenas de tesouros que as traças roem e o tempo deteriora.
Permanecemos sofrendo por dificuldades passageiras, como a tempestade da noite, que por mais estragos que possa fazer nos telhados e nos jardins, sempre passa, e tem sua indiscutível utilidade.
Somos para Deus como crianças que ainda não se deram conta da grandiosidade do mundo e das verdades da vida.
Almas aprendizes que se assustam com trovões e relâmpagos que nas noites escuras da vida, fazem-nos lembrar da nossa pequenez e da nossa impotência diante do todo.
Se ainda choramos de medo e não temos coragem bastante para enfrentar as realidades que não nos parecem favoráveis ou agradáveis, é porque em nossa intimidade a mensagem do Cristo ainda não se fez certeza.
Nossa fé é tão insignificante que ante a menor contrariedade bradamos que Deus nos abandonou, que não há justiça.
Trata-se, porém, de uma miopia espiritual, decorrente do nosso desejo constante de ser agraciados com bênçãos que, por ora, ainda não são merecidas.
Falta-nos a coragem para acreditar que Deus não erra, que esta falha, a de errar, não é dele, mas apenas nossa, caminhantes imperfeitos nesta rota evolutiva.
Falta-nos humildade para crer que, quando fazemos a parte que nos cabe na tarefa, tudo acontece na hora correta e de forma adequada.
As dores que nos chegam e nos tocam são oportunidades de aprendizado e de mudança para novo estágio de evolução.
Assim como a chuva, que em algumas ocasiões nos pareça inconveniente e assustadora, também os problemas são indispensáveis para a purificação e renovação dos seres.
Por isso, quando tempestades pesarem fortemente sobre nossas cabeças, saibamos perceber que tudo na vida passa, assim como as chuvas, as dores, os problemas.
Tudo é fugaz e momentâneo.
Mas tudo, também, tem seu motivo e sua utilidade em nosso desenvolvimento.
A escuridão nada mais é do que a falta de luz, assim como o mal é a ausência do bem. Quando pensamentos negativos contagiarem os nossos pensamentos e começarem a esconder os nossos melhores sentimentos, busquemos a luz da verdade e o caminho do bem.
Há dois mil anos atrás uma estrela brilhou diferente na Terra...
Há dois mil anos houve Alguém que amou tanto a humanidade que voltou, após a morte, para que tivéssemos a certeza de que o túmulo não aniquila os nossos amores.
E esse Alguém não impôs nada a ninguém. Não fez e não faz nenhuma cobrança para ninguém. Deixou apenas um convite: "quem quiser vir após mim, tome a sua cruz, negue-se a si mesmo, e siga-me."
Esse Espírito ficou conhecido na Terra pelo nome de Jesus, o Cristo.
E hoje sabemos que Ele habita mundos sublimes, onde a felicidade suprema é uma realidade, e mesmo assim continua amparando e socorrendo Seus irmãos aqui na Terra, independente de crença, raça, posição social ou cultura, pois como Ele mesmo afirmou: "nenhuma das ovelhas que o Pai me confiou se perderá."
Sigamos esse Mestre maior, entendendo e colocando em prática as Suas imortais idéias que são ensinamentos sublimes, e são tão simples, e estaremos de posse do remédio que poderá nos curar de nossas angústias.
Trecho da Palestra organizada por Sérgio Avelhaneda em 12/09/2004.
sábado, 28 de abril de 2012
Perder alguém Querido
Não há palavras para expressá-la.
Não há livro que a descreva.
Por isso, o melhor jeito de consolar é falar pouco, orar junto,
sentir junto, e estar presente, cada um do jeito que sabe.
Palavras não explicam a morte de alguém querido.
Sabem disso o pai, a mãe, os filhos, os irmãos, o namorado e a namorada,
o marido e a mulher, os amigos de verdade.
Quando o outro morre, parte do mistério da vida vai com ele.
A parte que fica torna-se ainda mais intrigante.
Descobrimos a relação profunda entre a vida e a morte quando alguém
que era a razão, ou uma das razões, de nossa vida vai-se embora.
Para onde? Para quem? Está me ouvindo?
A gente vai se ver de novo? Como será o reencontro?
Acabou-se para sempre, ou ela apenas foi antes?
Por que agora? Porque desse jeito?
As perguntas insistem em aparecer e as respostas não aparecem claras.
Dói.. dói.. dói e dói...
Então a gente tenta assimilar o que não se explica.
Cada um do jeito que sabe.
Há o que bebe, o que fuma, o que grita, o que abandona tudo,
o que agride, o que chora silencioso num canto,
o que chama Deus para uma briga, o que mergulha
no fatalismo e o que, mesmo sem entender ou crer, aposta na fé.
Um dia nos veremos de novo... enquanto este dia não chegar,
quem eu amo e se foi, sei que me vê, me ouve, e ora por mim, lá, junto de Deus.
Para ela a vida tem, agora, uma outra dimensão.
Alcançou o definitivo.
Quem fica perguntando e sofrendo somos nós.
Mas como a vida é um riacho que logicamente deságua,
a nossa vez também chegará e,
quando isso acontecer, então não haverá mais lágrimas.
As que aqui foram choradas terão a sua explicação.
Alguém que não sabemos, porque nasceu de nós e porque cresceu em nós,
porque entrou tão cheio em nossa vida, fechou os olhos e foi-se embora.
Quem ama de verdade não crê que se acabou.
A vida é uma só: começa aqui no tempo e continua,
depois, na ausência de tempo e de limite.
Alguém a quem amamos se tornou eterno.
E essa pessoa já sabe quem e como Deus é.
E também sabe o porquê de sua partida.
Por isso, convém falar com ela e mandar recados a Deus por meio dela.
Se ela está no céu, então alguém, além de Deus,
de Jesus e dos Santos, se importa conosco.
Definitivamente, não estamos sozinhos, por mais que doa a solidão de havê-la perdido.
Mas é apenas por pouco tempo.
Quem amou aqui, sem dúvida, se reencontra no infinito...
Pe. Zezinho, SCJ
terça-feira, 24 de abril de 2012
Reencarnar, pra quê?
Assim como as pessoas têm muito medo de morrer porque não sabem o que irão encontrar na outra dimensão, os espíritos que estão vivendo no astral têm medo de reencarnar.
Esquecer o passado e mergulhar no mar encalpelado do mundo, enfrentar seus próprios limites e os desafios de seu crescimento é assustador.
Controlar as emoções, ordenar a mente, experimentar as próprias idéias e enfrentar os resultados requer coragem, persistência.
Ficar entregue ao próprio discernimento, tomar decisões, ser responsável pelo próprio destino atemoriza.
Para o espírito, reencarnar é como vestir um escafandro e mergulhar nas profundezas do oceano.
O corpo de carne tem um metabolismo lento, muito diferente do mundo astral, onde tudo é mais dinâmico e rápido.
Lá, a força do pensamento materializa rapidamente os objetivos, de acordo com a capacidade de cada um, criando e movimentando os elementos.
Aqui na Terra, nossos projetos levam muito mais tempo para se tornar realidade.
Para construirmos um edifício levamos muitos meses, enquanto lá eles o fazem em algumas horas.
- Como?! Há prédios no astral? - alguns vão perguntar.
Há prédios, ruas, cidades, tudo. O que chamamos de astral são os mundos das outras dimensões do universo.
Cada um deles gravita em determinada faixa de ondas, possui um magnetismo próprio e, para os que vivem lá, tudo é tão sólido quanto para nós é nosso mundo.
Não os podemos ver porque nossos olhos enxergam apenas em limitada faixa de percepção, o que não os impede de continuar existindo.
A limitação é nossa. Os micróbios existem, mas só os podemos ver se tivermos um microscópio.
Se eles têm medo, porque reencarnam?
Para reeducar o emocional. No astral as emoções são muito mais fortes e profundas.
A tristeza, o remorso, o arrependimento, a frustração, a mágoa tornam-se insuportáveis e chega um momento em que, cansado de suportá-las, o espírito aceita nascer na Terra. Para ele, o esquecimento será uma bênção.
O magnetismo lento permitirá que ele medite mais, experimente, reflita, conheça-se melhor e amadureça.
Reencarnar na Terra é começar de novo.
Todas as lembranças do passado são guardadas no inconsciente temporariamente e, embora possam influenciar intuitivamente o espírito reencarnado, ele estará em sintonia com o cérebro do novo corpo, que como um filme virgem vai registrar as novas experiências.
Não é genial?
A vida, mágica e divina, vai tecer os acontecimentos, juntar pessoas, de acordo com as necessidades daquele espírito, e criar estímulos a que ele se torne mais consciente, liberte-se dos antigos padrões de crença que o levaram ao sofrimento.
Se ele aproveitar, voltará ao astral mais lúcido e feliz.
A vida é um eterno agora, e nós continuaremos sendo o que fizermos de nós, seja onde for que passemos a viver.
Enfrentar nossas dificuldades desde já, fazer nosso melhor, é construir nossa paz.
Zíbia Gasparetto
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Caminhar sempre...
Nada e ninguém tem o direito de nos fazer parar ou desistir.
Para que parar, se temos a oportunidade de continuar
e construir uma nova história?
Quando paramos, estacionamos, não abraçamos, nem tomamos
posse das graças e promessas de Deus em nossas vidas.
Ao passo que quando caminhamos, crescemos,
nos tornamos melhores, fazemos a diferença em nossas
vidas e na dos demais, aprendemos a amar mais,
a perdoar mais e a sorrir mais.
Dessa maneira,
vamos transformando as pessoas e as situações ao nosso redor,
e também sendo transformados por elas.
Tendo a graça de conhecer os desígnios de Deus
e tocar nas promessas d'Ele.
Olhe que lindo!
Quando caminhamos nós vamos descobrindo qual a melhor
direção a seguir e a buscar.
E assim, fazemos a experiência de descobrir
os melhores caminhos que Deus tem para nós,
E ao abraçar o que Deus tem para nós,
somos mais felizes, e dessa forma, também fazemos os outros
mais felizes.
Seguir em frente é necessário e fundamental.
O que nós não podemos fazer é parar.
Isso não pode acontecer.
Pois ao fazê-lo, deixamos de viver,
de acreditar e de ver as coisas "além" do que conseguimos ver
normalmente, e acabamos nos tornando pessoas negativas,
desmotivadas, tristes...
Quando paramos perdemos o gosto e a razão de viver.
Por quê?
Justamente porque estamos "estacionados".
E isso não pode acontecer conosco.
Nem comigo nem com você.
Não pode acontecer com ninguém.
Mas, se isso estiver acontecendo com você,
reaja, lute, volte a caminhar de onde você parou!
Acolha isso como uma ordem de Deus:
Ande, caminhe, siga em frente.
Quantas pessoas estão paradas nos seus medos,
nas suas dores, nas preocupações,
nas provações, nas revoltas, na depressão, no ódio...
Quantas pararam de sonhar, de lutar.
Onde você parou?
Para que parar quando temos a chance de continuar
a caminhada todos os dias?
Por isso, voltemos à estrada, voltemos a trilhar nosso caminho,
com fé, coragem, determinação, ânimo, força de vontade.
Vamos tocar a vida em frente.
Caminhemos sem desanimar, independentemente do que
possamos estar vivendo.
Não vamos deixar que os sofrimentos, as provações,
as pessoas e os acontecimentos nos paralisem.
Caminhemos sempre!
E saiba que a cada novo passo que nós damos,
Jesus o dá junto conosco.
Autora: Betania Alves
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Provação e Aprendizado
Quando a dor nos bate à porta e enche de sombras nossa vida, costumamos chorar ou nos desesperar. Abatidos, olhamos em torno e invejamos os felizes do mundo: os que têm riquezas, os que aparentam não ter preocupações, os que têm saúde ou famílias perfeitas.
Nessas horas de provação lamentamos e choramos. Raras vezes aproveitamos a ocasião para meditar e retirar aprendizados.
Muitas vezes, aqui na Terra, as preocupações da vida material nos cegam.
Ficamos tão aflitos com o que haveremos de comer ou de beber que esquecemos de que temos Deus, um Pai amoroso que cuida de todos nós.
Acredite: ninguém está esquecido por esse Pai amoroso e bom, que faz nascer o sol sobre o bom e os maus, que faz cair Sua chuva sobre justos e injustos.
Muitas vezes nos perguntamos: Por que isso aconteceu comigo? A pergunta deveria ser diferente: Para quê isso aconteceu comigo?
Sim, toda e qualquer experiência - sofrida ou feliz - traz um aprendizado importante. São momentos que vão enriquecer nossa alma.
Deus não brinca com as nossas vidas. E se Ele permite que certas coisas aconteçam conosco é porque há um objetivo útil e importante para nós.
Faça uma retrospectiva: observe os momentos difíceis de sua existência. Cada um deles trouxe algo de novo, um aprendizado especial. Cada lágrima, acrescentou sabedoria, experiência, um novo olhar sobre a vida.
A doença, por exemplo, nos ensina a valorizar a saúde, a cuidar melhor do corpo. A pobreza nos revela a importância do trabalho e do esforço pessoal. A família difícil nos oferece a lição da tolerância.
Enfim, as privações nos ensinam a ser mais sensíveis perante o sofrimento alheio. Essas lições são interiorizadas: nós as guardaremos para sempre.
Na verdade, essas dificuldades são advertências que a vida nos apresenta, alertas sobre nossas atitudes perante o próximo.
Se algo de ruim nos ocorre, vale a pena se perguntar: O que posso aprender com isso? Como posso melhorar a partir desse episódio?
Mas, atenção: nada disso significa que devemos cultuar a dor. Nada disso!
Bem sofrer não significa cultivar o sofrimento, ser conformista ou agravar as dores que sofremos. Bem sofrer significa enfrentar as situações com fé e coragem, alimentar a esperança enfrentando as situações com serenidade.
Assim, busque soluções, lute por sua felicidade. Mas faça tudo isso com tranquilidade.
Quando desabarem sobre você as tempestades da vida, não se entregue à revolta destruidora. Silencie, ore e procure descobrir o aprendizado oculto que a situação traz.
Acredite: por mais amarga que seja a experiência, os frutos desse aprendizado jamais se perderão e eles poderão nos tornar mais sábios e generosos.
Por isso, cada vez que as lágrimas visitarem seu rosto, erga os olhos para o céu e agradeça.
Nas suas orações, peça a Deus a força necessária para superar o momento difícil e a inspiração para encontrar soluções.
E Deus, que nos ama tanto, não deixará de atendê-lo na medida de suas necessidades espirituais.
Quando o momento difícil passar, você se sentirá bem melhor se não tiver de lembrar que se entregou ao desespero, que gritou e se debateu.
Em geral, a solução está bem próxima. Se estivermos transtornados de medo ou desespero, será mais difícil resolver o problema.
Com calma, logo poderemos ver a luz no fim do túnel.
Pense nisso.
Redação do Momento Espírita.
Em 22/03/2010.
quarta-feira, 28 de março de 2012
Os desígnios de Deus
Quantas vezes já nos escutamos dizendo "seja o que Deus quiser?" Quantas foram as vezes que encerramos um assunto comentando "foi a vontade de Deus?"
Ou ainda, das vezes que oramos o Pai Nosso, prestamos atenção de que sempre solicitamos que seja feita a Sua vontade e não a nossa?
Muito embora esteja na cultura das ruas, nos ditos populares entender que a vontade de Deus é a mais adequada, será que cremos nisso de verdade?
Você já teve arrancado do seu convívio íntimo, pelo fenômeno da morte, alguém que amava muito? Já teve a doença minando a saúde de alguém que lhe é caro e você se sentindo impotente?
É comum nessas situações a revolta tomar nossa intimidade. Mas porque orar pedindo a Deus para que seja feita a Sua vontade, se quando ela Se cumpre nos revoltamos?
Algumas vezes, perante os desígnios do Pai nos comportamos de maneira infantil. Quando a vontade Dele não é a mesma que a nossa, brigamos com Ele.
Você já percebeu o que acorre com uma criança mimada, quando os pais não fazem suas vontades? Ou quando os pais a obrigam ir à escola, escovar os dentes, tomar banho?
Somente depois de crescidos, entendemos o porquê de tantas coisas que não gostávamos, mas que nos ajudaram a formar o caráter.
Com as coisas de Deus, algumas vezes acontece dessa forma conosco. Muito embora não possamos entender completamente o porquê de alguns desafios que a vida nos impõe, eles, esses embates da vida, sempre têm um bom motivo para acontecer.
Compreender que Deus é Pai e nos oferece o que é melhor para cada um de nós, é um bom caminho para começar a entender Seus desígnios.
Entender que muito do que nos acontece na vida foi anteriormente programado, antes mesmo de estarmos por aqui, e ainda, que muito foi até solicitado por nós mesmos, faz compreensível a própria vida.
Os desígnios de Deus são pautados na Sua Lei de amor, e por nos amar, nos oferece desafios, nos oferece o bom combate, a fim de vencermos as limitações que ainda existem em nossa intimidade.
Todo o desafio que nos ocorre, seja no campo material, emocional, afetivo, é sempre convite da vida para vencermos barreiras.
Jamais encaremos perda, tropeços, carências afetivas ou financeiras, como castigos de Deus ou como obra do acaso. São sempre oportunidades da vida para que nos tornemos mais fortes, maiores intimamente.
Jesus nos lembra que até os fios dos nossos cabelos estão contados, tal é o cuidado que Deus tem para cada um de nós.
Dessa forma, aceitemos com o coração leve e a alma aberta esses desafios que a vida nos oferece. Percebamos neles a lição que carregam consigo.
E cada vez que oramos "seja feita a Sua vontade" que façamos das palavras a ação e o sentimento perante a vida.
Redação do Momento Espírita.
Em 17/07/2009.
terça-feira, 20 de março de 2012
Vencendo o Medo
Muitos são os acontecimentos que nos envolvem, alegrias e tristezas se misturam ao nosso caminho, porém, jamais estamos desamparados.
Se uma porta se fecha, outra se abre adiante.
Dificuldades sempre serão vencidas, basta confiarmos.
Certamente os desafios já vividos foram muitos, mas com fé e coragem, conseguimos superá-los. Quantos momentos de dúvida e desânimo já atravessamos?
Quantas vezes julgamos não sermos capazes de prosseguir?
E o medo? Quantas vezes tentou nos paralisar?
Porém, o Pai nunca nos desamparou.
Se tivemos que atravessar a tempestade, certamente, lá estava Ele a nos guiar.
Se espinhos nos feriram, era Sua mão que aliviava nossas feridas.
E quando chorávamos, era Ele que nos consolava e buscava nos mostrar um novo caminho. Sim, são muitas as adversidades que nos envolvem e irão envolver, mas não podemos nos entregar ao desespero, porque desesperados, não enxergaremos a luz que está a nossa frente.
É necessário que vençamos o medo que nos impede de ir a frente, porque só assim, poderemos trilhar o caminho. Devemos acreditar que somos sim, capazes de realizar a nossa reforma íntima e sermos perseverantes nesse objetivo.
Encontraremos espinhos, mas ao invés de chorarmos pelas feridas que eles possam nos causar, admiremos o perfume das flores que também se fará presente.
Não tenhamos medo de recomeçar quando necessário, confiantes, podemos escolher um novo horizonte, basta que façamos com que a fé ilumine nossos passos.
Não tenhamos receio diante das dificuldades, porque as provas que se apresentam a nossa frente não são impossíveis de serem superadas e nenhuma dor destruirá nosso Espírito. Somos seres eternos e eterna também é a nossa evolução, por isso, não fiquemos desanimados quando errarmos, ainda temos muito que aprender, o importante é jamais desistir e com perseverança, veremos como as lições passarão a ser assimiladas. Não nascemos para sofrer eternamente, se hoje a dor nos visita é para que aprendamos algo e assim no amanhã, chegarmos as verdadeiras conquistas.
Não deixemos de acreditar em nosso potencial, cada um de nós é capaz de muito realizar, mas é preciso confiar, porque só com confiança se atravessa a tempestade.
Façamos a nossa parte, sabendo que a espiritualidade está sim conosco, mas somos nós, que devemos dar o primeiro passo.
Não importa a dor física ou espiritual que estejamos enfrentando, ela passará. Devemos manter a fé e a serenidade nos momentos em que a escuridão nos envolver, porque só assim, voltaremos a enxergar a luz que irá nos guiar.
Confiemos e jamais desistamos, não importa quantas vezes venhamos a cair, sempre poderemos nos levantar e recomeçar.
Não deixemos que o medo nos impeça de continuar a nossa jornada, somos capazes de vencer os obstáculos externos e principalmente internos que surgirem.
A evolução é o nosso caminho, confiemos, continuemos a jornada, nosso íntimo clama pelo progresso espiritual.
Tenhamos a certeza de que o Mestre caminha ao nosso lado e assim, não há motivo para desespero ou desânimo, Ele nos protege e com Sua luz, podemos vencer todos os medos que nos afligem e tentam nos impedir de caminhar.
Então, com confiança e perseverança, sigamos em frente.
Hoje e sempre...
Sônia Carvalho
Autora do livro "E a vida se renova".
terça-feira, 13 de março de 2012
Vídeo: Perda de Entes Queridos - Suely Caldas Schubert
Hoje, deixo para vocês, este vídeo do Programa Transição - A Visão Espírita para um Novo Tempo.
Este maravilhoso programa espírita é exibido pela TV Urbana de Porto Alegre nas quartas, quintas e sextas-feiras às 20:30hs.
Espero que gostem!!!
Meus queridos amigos!
Quero agradecer a cada um pela presença constante na minha vida através do blog e por todo carinho e amor que recebo de todos vocês. Sempre me emociono muito com cada mensagem de apoio, com cada palavra de conforto e ânimo que vocês me deixam, nelas eu encontro força e paz, palavras que sempre me trazem alento! Agradeço a Deus, por ter colocado no meu caminho pessoas maravilhosas como vocês, pessoas iluminadas e queridas... saibam que guardo todos com muito carinho no meu coração!
Estou, realmente, passando por um período bem mais difícil agora, o tempo passa e cada vez dói mais meu peito de tanta saudade e hoje sei que a minha vida é, e sempre será, feita de altos e baixos mas, caminhar é preciso, por isso decidi buscar ajuda de um profissional psicoterapeuta e comecei a terapia em janeiro. Minha filha me faz muita falta, não tem sido fácil conviver com o vazio de sua ausência mas, não desisto da minha luta para continuar, quero estar bem, estou me esforçando para sobreviver, por mim, e sobretudo, por amor aos meus dois filhos Thais e Thiago. Sempre busco o apoio espiritual e o espiritismo me conforta muito, sigo esta maravilhosa Doutrina há bastante tempo e agora, mais do que nunca, quero aprender e saber muito mais sobre espiritualidade, minha Thais era espírita kardecista desde a sua adolescência, a minha amada filha sempre foi um espírito muito evoluído, nos deixou muitos ensinamentos. Tenho muita fé, acredito na minha força interior e confio em Deus, acima de tudo, Sua mão me ampara sempre, Sua presença me ilumina e me consola, renova minhas forças e me dá coragem para prosseguir na minha jornada terrena, seguir em frente confiante, na esperança do tão sonhado dia, escolhido por Deus, para o nosso feliz reencontro na eternidade.
Agradeço imensamente a todos que me visitam diariamente e bem vindos os novos seguidores. Obrigada sempre, amigos! Adoro recebê-los!
Que Deus os ilumine e proteja a cada dia. Paz!!!
Beijo enorme e um abraço apertado a todos.
Com amor,
Ilca
sexta-feira, 2 de março de 2012
Perdas Inesperadas
"Quem sabe soletrar "adeus", sem lágrima e nenhuma dor?" pergunta a poeta Clara Becker, desconfiando da quase impossibilidade de vivenciarmos perdas afetivas sem passar pela dor. A perda nos fala de um vínculo que se rompe de forma irreversível, sobretudo quando ocorre perda real e concreta - a morte.
A intensidade e duração da vivência que advém da perda (o processo de luto) de algo ou de alguém afetivamente importante - seja a perda de um emprego, a ruptura de uma amizade, a separação de um amor - (perdas para a vida), ou a morte de um ente querido (perdas para a morte), vai depender de uma série de fatores. Estes, vão desde as características, estrutura psíquica de cada pessoa enlutada, passam pela qualidade do relacionamento que a pessoa e família tinham com o ente querido que se foi, o suporte psicossocial que a família recebe, o histórico de perdas anteriores, até a forma como aconteceu a morte, se esperada ou inesperada.
Chamamos de processo de luto a reação à perda, o enfrentamento das etapas desse período. Dentre as fases comuns que as pessoas atravessam, são: o choque e o torpor, a fase de anseio ou raiva; a desorganização ou depressão, e por fim, a reorganização ou aceitação, quando é possível retomar projetos, novas relações, lidar com a dor da perda de uma forma mais serena. É importante destacar a alternância dessas fases, bem como a normalidade da presença de sentimentos como solidão, angústia, falta de interesse pela vida, sentimentos de culpa, além de sentimentos físicos como, falta de ar, falta ou excesso de apetite, insônia, fadiga, aperto no peito.
De uma forma geral, o luto é um processo de longo prazo, cerca de um a dois anos. Após este período, é esperado que a dor mais intensa diminua e que a pessoa consiga retomar suas atividades. Mas, no caso das perdas/mortes inesperadas, a dor é infinitamente maior e a elaboração da perda é lenta e muito mais sofrida, por exemplo: morte súbita; doença terminal de curta duração; acidentes de trânsito; acidentes de avião; acidentes naturais (terremotos, desabamentos); epidemias; mortes violentas (assassinatos, suicídios), o que favorece um luto complicado ou patológico. É comum as pessoas se afogarem na imensidão da dor, guardando eternamente sentimentos de raiva, indignação e culpa, questionamento a justiça dos homens e a de Deus, abandonando sua vida em vida.
Como lembra novamente a poeta: "o tempo que antecipa o fim, também desata os nós", ou seja, resolver as questões pendentes, agradecer, perdoar e ser perdoado, falar de sentimentos e até da saudade que sentirá, são vivências impossibilitadas para quem perde inesperadamente alguém.
A possibilidade que permite seguir a vida passa pelo enfrentamento da dor e das etapas seguintes. É preciso compartilhar a dor com a família, amigos, grupos de apoio - pessoas vivendo situações semelhantes, para que se possa aprender a conviver com a perda. É uma via dolorosa, porém mais saudável.
Cabe salientar que atravessar as tarefas necessárias no luto ( reconhecer e aceitar a perda para poder voltar-se para o que ficou, e seguir) para aprender a viver sem a pessoa perdida, no momento de uma dor tão aguda, pode ser facilitado tanto pela rede de apoio familiar e social, quanto pela ajuda de um profissional.
Um profissional que trabalhe com a terapia do luto auxilia a pessoa enlutada e o grupo familiar a atravessar esse processo, de forma a não carregar cotidianamente, e por longos anos, uma dor paralisante. Previne a instalação do luto crônico e de possíveis adoecimentos emocionais e físicos, capacitando-os a reorganizarem-se e a desenvolverem recursos próprios para superar a falta, convivendo com saudade e o amor, encontrando um lugar para acomodar a dor.
Reinvestir amor e esperança na vida que fica pode parecer impossível diante de uma grande perda inesperada, mas é um caminho a ser alcançado. Poder amar as outras pessoas à sua volta não significa que não se ama mais a pessoa que partiu, pois se é verdade que "de tudo fica um pouco..." (Drummond), do amor fica muito e eternamente.
Autora: Ana Elisa de Castro
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