Dedico este blog à minha filha Thais, meu eterno amor, que partiu muito cedo para um lindo lugar... no outro lado da vida ..!!!

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terça-feira, 26 de junho de 2012

Por que dói tanto?


Não há quem caminhe pelas estradas da vida sem que cruze, em algum momento, pelos caminhos da dor. Em um mundo inconstante, onde as certezas são relativas, a dor é processo quase que inevitável.
Algumas vezes, ela vem carregando consigo a separação de quem amamos, pelo fenômeno da morte. Outras vezes é a doença que se instala, no nosso ou no corpo alheio.
Seja qual for sua origem, a dor vai sempre provocar momentos de reflexão e análise. Ela é o freio que a vida faz em nosso cotidiano, em nossos valores, em nossas manias mesmo, provocando o questionamento das coisas da vida  e dos caminhos que percorremos.


Nesse questionamento, alguns optam pelo caminho da revolta. São os que maldizem a Deus, que se veem injustiçados, pois não mereciam tal desdita, que não veem utilidade nenhuma na dor, a não ser o sofrimento pelo sofrimento.
Outros utilizam a dor como aprendizado. São os que entendem o mecanismos de Deus como justos, e Deus como infinitamente amoroso para cada um de nós. Isso porque se Deus é a síntese maior do amor, certamente Seus desígnios são pautados pelo amor.
As perguntas: Por que comigo?, Será que eu mereço isso?, ou Para que tudo isso?, são os anseios de nossa alma a tentar entender as Leis da vida.


É necessário que repensemos qual o papel da dor para cada um de nós. Ela não é simples ferramenta de castigo de Deus, ou ainda, obra do acaso. Um Deus amoroso jamais agiria por acaso, ou castigaria Seus filhos. Toda dor que nos surge é convite da vida para o progresso, para a reflexão, para a análise de nossos valores e de nosso caminhar. Sempre que ela surge, traz consigo a oportunidade do aprendizado, que não se faria melhor de outra forma, caso contrário, Deus acharia outros caminhos. Não que devamos ser apologistas da dor, e buscá-la a todo custo. De forma alguma. Deus nos oferece a inteligência, e os recursos das mais variadas ciências, para diminuir nossas dificuldades e dores.
Assim, para as dores da alma, devemos buscar os recursos da psicologia e da psiquiatria. Para as dificuldades do corpo físico, os recursos clínicos ou cirúrgicos.


Porém, quando todos esses recursos ainda se mostrarem limitados, a dor que nos resta é nosso cadinho de aprendizado. A partir daí, nossa resignação dinâmica perante os desígnios da vida nos ajudará a entender qual recado e qual lição a vida nos está oferecendo.
Quando começarmos a entender que a dor sempre vem acompanhada de aprendizado, começaremos a entender melhor a música da vida, e qual canção ela está nos convidando a aprender a cantar. Afinal, nada que nos aconteça é obra do acaso. Somos herdeiros de nós mesmos, desde os dias do ontem, e hoje inevitavelmente nos encontramos com nossas heranças. As carências de hoje é o que ontem desperdiçamos, e as dores que surgem são espinhos que colhemos agora, de um plantio que se fez deliberadamente nos caminhos percorridos.


A dor é mecanismo que a vida nos oferece de crescimento e aprendizado. Porém ela somente será necessária como ferramenta de progresso enquanto o amor não nos convencer e tomar conta do nosso coração.


Redação do Momento Espírita.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Desapego: confiança e fé!


Todos nós em algum momento da caminhada já sofremos muito quando um ente querido nos deu o seu até logo. Sentimos além do necessário quando, ao invés de vermos a sua partida como a alegria de um irmão que já cumpriu sua tarefa, vemos isso como uma perda. Reencarnamos para cumprir com missões determinadas e fazer os reajustes vencendo nossas más tendências. Desejar que alguém permaneça conosco pelo nosso simples medo de sentir falta, é alimentarmos o apego e o egoísmo.
O espiritismo quando codificado por Kardec matou a morte. Mostrando-nos a continuidade da vida além do corpo físico. Reforçando em nós a importância de valorizarmos os instantes juntos e também, a necessidade da reforma íntima. Dessa maneira, cultivarmos a saudade de quem já desencarnou, é uma das maneiras mais lindas de agradecê-los pelo tempo em que estiveram alegrando os nossos dias.
Através do Evangelho Segundo o Espiritismo, no capítulo V denominado "Bem-aventurados os Aflitos" temos  a passagem que trata da perda de pessoas amadas e de mortes prematuras. Constatamos todos os dias a indignação e a revolta das pessoas dizendo que, se fosse uma pessoa ruim teria ficado, era tão jovem e não teve tempo de aproveitar a vida e se perguntam por que Deus permite isso? Ora, uma vez que Deus nunca erra e nunca errou, nada está fora da justiça Divina.
Temos um tempo determinado aqui na terra. As pessoas que convivem conosco também. Onde estaria o ajuste se, aquele que quitou seus débitos e cumpriu com a sua missão fosse obrigado a permanecer aqui e não pudesse voltar para se preparar mais e evoluir?
Da mesma maneira, aquele onde de forma grosseira, a vaidade, o orgulho e o egoísmo falam mais forte que seu lado bondoso, também precisa crescer e vencer as suas más tendências. Quanto mais tempo demorar para isso, mais tempo necessitará permanecer encarnado. Nenhum de nós é totalmente ruim ou totalmente bom. Então, como nos acharmos no direito de julgar.
Quando aprendemos que devemos amar ao próximo como a nós mesmos, em nenhum instante nos é permitido tomarmos conta da vida alheia. Desapegarmo-nos de alguém não é deixar de amar, pelo contrário, é amar em dobro. Dando liberdade e aceitando que aquele a quem amamos siga o seu curso.
Nada mais natural que, os pais que tiveram filhos desencarnados jovens, sintam muito as suas faltas. Porém, devemos nos confiar a Deus. Nossa família (laço corporal) e nossos amigos (laço espiritual) são empréstimos Divinos.
A fé nos traz a certeza do caminho certo. Lembrarmos com saudade daqueles que conviveram conosco é maravilhoso. Imaginemo-nos de volta ao plano espiritual e tendo a chance de sermos recebidos por eles.
Apegar-se à vida material é um sofrimento sem hora para terminar. Todo aquele que se intitula espírita, não pode portanto, revoltar-se dessa maneira às leis de Deus. Chorar faz parte do caminho de cada um que ama. Erguer a cabeça e fazer a nossa parte para, ao ser visto por quem retornou ao plano espiritual, transmitir paz e felicidade, é o mínimo a ser feito.
Guardemos portanto, as seguintes palavras do Evangelho que nos diz: "Vós, que compreendeis a vida espiritual, escutai as pulsações do vosso coração a chamar esses entes bem-amados e, se pedirdes a Deus que os abençoe, em vós sentireis fortes consolações, dessas que secam as lágrimas; sentireis aspirações grandiosas que vos mostrarão o porvir que o soberano Senhor prometeu. - Sanson, ex-membro da Sociedade Espírita de Paris (1863)."
Por isso, continuemos a ver no sol o milagre Divino a nos chamar para vivermos a vida em todo seu esplendor. Não nos prendamos as mesquinhezas da revolta e da maledicência, Jesus nosso Mestre e Amigo abraça-nos e nos convida a tudo vencermos. Oremos com mais fé e tenhamos a certeza de que, tudo podemos quando em Deus confiamos. Alimentar o desapego é alimentar a fé.
Se hoje você chora, enxugue as suas lágrimas e sorria, alguém que muito lhe ama também torce por você na espiritualidade.


Por Débora Rabello

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Oração e Humildade

Meu Deus, sei que ainda sou um ser em evolução e que muitas vezes fujo dos objetivos que o Senhor traçou para que eu alcance a minha felicidade.
Sei também que nem sempre consigo fazer o bem que desejo, e muitas são as vezes que faço o mal que já não gostaria mais de fazer.
Por isso venho a ti, Senhor, para rogar forças, coragem e lucidez para acertar mais vezes do que me equivocar, e quando me equivocar, que seja por fraqueza ou ignorância, mas nunca por deliberação.
Venho a ti para pedir que não permitas, em tempo algum, que eu perca a vontade de viver, apesar dos momentos de dor e de sofrimento, que por certo terei que passar.
Pedir ajuda para cultivar o otimismo, mesmo que o futuro não seja tão promissor.
Para que me ensine a desenvolver o romantismo, ainda que em meu peito o coração pareça ter emudecido.
Senhor, ajuda-me a não perder a fé na amizade, mesmo que às vezes os amigos me traiam ou me abandonem no momento em que mais precisar deles.
Ajuda-me a cultivar a alegria e o hábito de ajudar as pessoas, ainda que muitas delas sejam ingratas e incapazes de retribuir.
Ensina-me a manter o equilíbrio até nos momentos de grandes abalos, em que tudo conspire para que eu perca o rumo.
Senhor, ajuda-me a amar sem esperar retribuição nem reconhecimento dos seres amados.
A observar a vida com brilho no olhar, até nos momentos em que a escuridão turbe os meus olhos.
A enfrentar os desafios da vida com garra e disposição, mesmo sabendo que as derrotas são inevitáveis no meu caminho.
Permita-me usar sempre a razão e o bom senso, ainda que o apelo dos vícios seja forte, insistente e constante na minha intimidade.
Sobretudo, Senhor, ajuda-me a elevar o sentimento de justiça acima dos meus próprios interesses.
Permita-me conservar o amor pela família, mesmo que ela me exija imensos esforços e árduas renúncias em prol de sua harmonia.
Ensina-me a ver o lado bom e belo das coisas, apesar das lágrimas que brotam amargas do fundo da minha alma.
Senhor, que eu jamais perca a vontade de herdar as estrelas, mesmo habitando um planeta pequeno e de categoria inferior.
E, acima de tudo...
Que eu jamais esqueça que o Senhor é a inteligência suprema do universo e que me ama infinitamente...
Que provê minhas necessidades, ampara-me sempre e só quer o meu aperfeiçoamento.
Que eu possa entender as pessoas que são mais frágeis que eu...
A não julgar o meu semelhante...
A educar meus sentimentos e desenvolver minha inteligência...
E, por fim, que eu nunca esqueça que sou um espírito imortal... E que minha felicidade é uma conquista minha...
                                                                            
                                                                                  * * *
Nos dias em que a tristeza se apresentar, dissimulada e insistente em sua janela, recolha-se por alguns instantes...
Busque sintonizar com as forças do bem, que pairam acima das nuvens densas que envolvem a Terra, e alimente sua intimidade com a harmonia celeste.
Não se deixe envolver pela tristeza, pois ela lhe impedirá de ver a esperança que insiste em lhe acenar com a certeza de que um novo e lindo dia surgirá.


Redação do Momento Espírita.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Hoje, 2 anos de muita saudade... minha filha amada!

                          Minha Thais amava o sol, o mar, a natureza... Momento feliz!
                                              O pôr do sol do Guaíba - Porto alegre
        
                                             Thais, minha linda, quanta saudade!!!

                                  Te amo minha filha querida, para sempre, sempre...


                                                                Vídeo: internet

Filha, 2 anos se passaram desde o dia que partiste para a vida eterna, faz tanto tempo que eu não te vejo, é doloroso viver sem a tua presença física, a saudade aperta o peito cada dia mais, saudades do teu cheiro, do teu abraço apertado, do teu sorriso, saudades da tua voz...enfim. Está muito difícil minha filha, mas a cada amanhecer peço a Deus forças para continuar, vivo dias melhores, dias piores, caindo, levantando, assim vou tocando a vida.

As lágrimas são inevitáveis, porque te amo a cada dia mais, essa saudade dói, machuca... mas me faz ver como é grande, sublime e eterno o meu amor por ti.. e choro sim, mas sem revolta e sem desespero, pois o que mais desejo agora é que tu estejas bem e que sigas o teu caminho em paz, na luz, no entendimento, evoluindo sempre no mundo espiritual. Não quero que sofras me vendo triste, estou buscando ajuda de todas as formas para me fortalecer, me confortar e aliviar minha dor, para eu possa seguir em frente.

Tenho fé, vou conseguir... confio no Pai!

Quando olho para o céu te vejo na estrela mais linda e brilhante, sempre sorrindo para mim. Sei que nos acompanhas e só um véu nos separa. Continuas presente em nossas vidas, em nossos corações...
Obrigada minha filha amada, por todos os momentos que vivemos juntas, fomos muito felizes contigo ao nosso lado. Sempre tive muito orgulho de ser tua mãe, tu sabes disso!

Que Deus esteja sempre contigo Thais, guiando os teus passos e iluminando a tua caminhada!

Até qualquer dia filha, quando na eternidade nos reencontraremos para um abraço bem apertado, um abraço gostoso, que não terá fim!

Um grande beijo com todo o meu amor...

De tua mami... que te amará eternamente!


                       Te amo muito, minha filha! Por toda a minha vida eu sei que vou te amar...


                      "A distância pode separar dois olhares, mas nunca dois corações" 


                   
                                                        Imagem criada por mim - Ilca,
                                                   colaborando por uma blogosfera ética.                                                                                                 

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Quando compreendermos


Quando compreendermos que não caminhamos sozinhos nesse mundo, as dificuldades não mais causarão tanto sofrimento.
Quando compreendermos que o passado não pode mais ser refeito, mas que a cada amanhecer temos uma página em branco a nossa frente, sentiremos a oportunidade que temos para sempre nos renovarmos.
Quando compreendermos que os desafios do dia-a-dia fazem parte do nosso progresso de evolução, não teremos medo de enfrentá-los.
Quando compreendermos que a perseverança deve caminhar ao nosso lado, encontraremos muito potencial em nosso íntimo.
Quando compreendermos que as transformações são possíveis mas dependem de nós, iremos refletir sobre os nossos atos e escolheremos um novo caminho.
Que não importa a quantidade de desatinos cometidos, mas sim a determinação de mudarmos.
Que podemos perder muitas batalhas, mas nunca devemos desistir de continuar, de lutar e de trilhar o caminho.
Que as lágrimas também são necessárias, porque purificam a alma, mas que não devemos nos prender eternamente a elas, porque assim, não seremos capazes de enxergar a Mão estendida a nossa frente.
Quando compreendermos que o Mestre caminha sim ao nosso lado, mas não pode fazer a parte que nos cabe, buscaremos modificar os nossos passos em direção a um novo horizonte.
Quando compreendermos que o amor é o sentimento mais sublime que existe, passaremos a semeá-lo por onde andarmos.
Quando compreendermos que os bens espirituais serão sempre a nossa maior riqueza, iremos cultivá-los intensamente em nosso íntimo.
E quando compreendermos que a vida não tem fim e se renova a cada momento, enxergaremos a nossa frente uma Luz a guiar os nossos passos.
E assim, passaremos a segui-la hoje, amanhã e sempre...

Sônia Carvalho

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Eles Vivem


Ante os que partiram, precedendo-te na Grande Mudança,
não permitas que o desespero te ensombres o coração.
Eles não morreram. Estão vivos.
Compartilham-te as aflições, quando te lastimas sem consolo.
Inquietam-se com sua rendição aos desafios da angústia
quando te afastas da confiança em Deus.
Eles sabem igualmente quanto dói a separação.
Conhecem o pranto da despedida e te recordam as mãos trementes no adeus,
conservando na acústica do espírito as palavras que pronunciaste, 
quando não mais conseguiram responder as interpelações 
que articulaste no auge da amargura.
Não admitas estejam eles indiferentes 
ao teu caminho ou à tua dor.
Eles percebem quanto te custa a readaptação ao mundo
e à existência terrestre sem eles e quase sempre 
se transformam em cirineus de ternura incessante,
amparando-te o trabalho de renovação
ou enxugando-te as lágrimas quando tateias a lousa
ou lhes enfeita a memória perguntando porque...
Pensa neles com a saudade convertida em oração.
As tuas preces de amor representam acordes de esperança e 
devotamento, despertando-os para visões mais altas da vida.
Quando puderes, realiza por eles as tarefas em que estimariam
prosseguir, e tê-los-ás contigo por infatigáveis zeladores de teus dias.
Se muitos deles são teu refúgio e inspiração nas atividades a que
te prendes no mundo, para muitos outros deles és o apoio e o incentivo
para a elevação que se lhes faz necessária.
Quando te disponhas a buscar os entes queridos domiciliados
no Mais Além, não te detenhas na terra que lhes resguarda
as últimas relíquias da experiência no plano material...
Contempla os céus em que mundos inumeráveis nos falam da união sem adeus
e ouvirás a voz deles no próprio coração, a dizer-te que não caminharam 
na direção da noite, mas sim ao encontro de Novo Despertar. 


Pelo Espírito: Emmanuel
Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

A dor da perda de um Ente Querido


A dor causada pela perda dos entes amados atinge a todos nós com a mesma intensidade. É a lei da vida a que estamos sujeitos.
Quando nascemos,  nossa única certeza absoluta no transcorrer da vida será a de que um dia morreremos. Não há como fugir a esta realidade.
A morte não faz parte de nossas preocupações imediatas. Vamos levando a vida sem pensarmos que um dia morreremos, aí, quando menos esperamos, ela nos bate à porta arrebatando-nos um ser amado e então, sentimo-nos impotentes diante dela e o pensamento de que "nunca mais o verei", aumenta mais nossa dor.


Algumas pessoas sentem com maior intensidade a perda do ente amado, demorando a se recuperar da dor pela partida. Principalmente, se a morte ocorreu repentinamente, de uma forma brusca, como acontece em desastres ou através da violência. Existem também pais que perdem seus filhos em tenra idade, quando começam a sonhar para eles um futuro promissor.
Com a perda, vem a tristeza e a revolta: "Por que meu filho morreu tão cedo? Era preferível a morte ter me levado no lugar dele, pois já vivi muito enquanto ele não teve tempo de viver", e por aí seguem outras tantas exclamações contra a partida daquele ser tão querido. Então, vem a procura, a busca de um consolo que possa realmente acalmar e levar um pouco de tranquilidade ao espírito, e vem a indagação que tanta angústia traz ao coração: "Onde meu filho(a) estará agora? Só queria saber se ele(a) está bem, como se sente.". Começa, então, a procura por notícias, o afã de saber o paradeiro daquele que se foi para nunca mais, segundo a visão acanhada que se tem da "vida e da morte."


A possibilidade da comunicação com o ser querido, leva muitas pessoas a desejarem, a todo custo, uma mensagem, uma palavra que possa proporcionar-lhes a aceitação do ocorrido ou que lhes minore a enorme saudade que sentem.
É muito gratificante, através do intercâmbio espiritual, sabê-los felizes, certificando-se, através de relatos deles próprios com detalhes de sua nova existência, que eles continuam ligados aos familiares pelos laços indestrutíveis das afeições sinceras.
No entanto, é necessário precaver-se contra a urgência desenfreada de se obter, a qualquer custo, principalmente em pouco tempo de desencarnação dos entes queridos, a comunicação tão desejada com intuito de acalmar o coração saudoso.
Sabemos que a comunicação em pouco tempo de desencarne, não é totalmente impossível, mas não é recomendável, visto o espírito encontrar-se num estado de adaptação a sua nova vida, e de sentir-se ainda fortemente ligado às vibrações materiais.


A mediunidade não deve ser encarada como um dom nosso, e sim, um dom a nós dado por Deus, uma ferramenta de trabalho em benefício não só do próximo como do próprio médium, pois se bem utilizada é uma ponte para a evolução de nosso ser. Mas a paciência para se obter a comunicação deve ser levada em conta, pois existem barreiras dos dois lados que podem adiar por um bom tempo o tão sonhado intercâmbio.
Em casos extremos, pode acontecer do desencarnado, ao ver o estado de sofrimento dos familiares com a sua partida, pedir aos espíritos responsáveis por sua adaptação ao mundo espiritual para ir acalmar-lhes os corações..
Muitas vezes, os espíritos dos entes queridos vêm nos visitar e nós não damos por isso, ou mesmo, durante o sono, o nosso espírito vai se encontrar com o dele, vai visitá-lo, e não guardamos lembrança de nada, a não ser uma saudade, uma lembrança dele que não sabemos nem porque nos vem tão repentinamente. 


Sabemos através dos ensinamentos espirituais, que todos nós ao fecharmos nossos olhos para a vida material e nos transferirmos para a vida espiritual, ficaremos num sono, numa espécie de torpor, recebendo todo o amparo e ajuda de equipes espirituais para nos desfazermos das vibrações materiais com maior rapidez.
Então, esse período para o espírito é de fundamental importância, requer daqueles que ficaram, o amparo da prece e de vibrações de amor e de que seus sofrimentos não ultrapassem aquele da saudade, sem extrapolar para a revolta com os desígnios de Deus. O importante, é sabermos que o desencarnado requer um tempo para se reconhecer. Muitas vezes eles não se sentem mortos, sente-se como se estivessem num sonho; ficam sem entender o estado em que estão. Mas, esses irmãos não ficam sozinhos nunca. É preciso que saibamos disso: os espíritos responsáveis por eles estão junto esperando que as vibrações materiais mais grosseiras se desfaçam, cuidando com todo o carinho para que eles possam se adaptar ao novo estado.


Abra o seu coração para Deus, apenas Ele poderá te ajudar. A saudade é grande, mas devemos pensar que, esteja onde estiver, nosso ente querido estará bem, melhor do que aqui, e ao lado de Deus nosso Pai!


Por Guilhermina Batista Cruz

sábado, 5 de maio de 2012

As Angústias e o Remédio


Existem noites em nossas vidas que são mais escuras, noites em que o vento violento e ruidoso traz a tempestade forte e barulhenta.
Os trovões e os relâmpagos fazem estremecer a madrugada como se fossem durar para sempre.
Não há como a gente ignorar os sentimentos que tomam de assalto nossos frágeis corações.
O medo e a incerteza tiram nosso sono, e passamos minutos infindáveis, imaginando o pior. Ficamos com medo de que o céu possa, de um momento para o outro, cair sobre nossas cabeças.
Mas sem qualquer aviso, o vento vai se acalmando, as gotas de chuva começam a cair com menos violência e o silêncio volta a imperar na noite.
E então adormecemos sem nos dar conta do final da tempestade, e quando acordamos, com o sol da manhã a nos beijar o rosto, nem sequer nos recordamos das angústias da noite.
Os galhos caídos na calçada, a água ainda empoçada na rua, nada, nenhum sinal é suficientemente forte para que nos lembremos do temporal que há poucas horas nos assustava tanto.


Assim ainda somos nós, criaturas humanas, presas ao momento presente.
Descrentes, a ponto de quase sucumbir diante de qualquer dificuldade, seja uma tempestade ou revés da vida, por acreditar que essa dificuldade poderia nos aniquilar ou ferir irremediavelmente.
Homens de pouca fé, eis o que somos.
Há muito tempo fomos convidados a acreditar no amor do Pai, soberanamente justo e bom, que não permite que nada que não seja necessário e útil nos aconteça.
Mesmo assim continuamos ligados à matéria, acreditando que nossa felicidade depende apenas de tesouros que as traças roem e o tempo deteriora.
Permanecemos sofrendo por dificuldades passageiras, como a tempestade da noite, que por mais estragos que possa fazer nos telhados e nos jardins, sempre passa, e tem sua indiscutível utilidade.


Somos para Deus como crianças que ainda não se deram conta da grandiosidade do mundo e das verdades da vida.
Almas aprendizes que se assustam com trovões e relâmpagos que nas noites escuras da vida, fazem-nos lembrar da nossa pequenez e da nossa impotência diante do todo.
Se ainda choramos de medo e não temos coragem bastante para enfrentar as realidades que não nos parecem favoráveis ou agradáveis, é porque em nossa intimidade a mensagem do Cristo ainda não se fez certeza.
Nossa fé é tão insignificante que ante a menor contrariedade bradamos que Deus nos abandonou, que não há justiça.
Trata-se, porém, de uma miopia espiritual, decorrente do nosso desejo constante de ser agraciados com bênçãos que, por ora, ainda não são merecidas.


Falta-nos a coragem para acreditar que Deus não erra, que esta falha, a de errar, não é dele, mas apenas nossa, caminhantes imperfeitos nesta rota evolutiva.
Falta-nos humildade para crer que, quando fazemos a parte que nos cabe na tarefa, tudo acontece na hora correta e de forma adequada.
As dores que nos chegam e nos tocam são oportunidades de aprendizado e de mudança para novo estágio de evolução.
Assim como a chuva, que em algumas ocasiões nos pareça inconveniente e assustadora, também os problemas são indispensáveis para a purificação e renovação dos seres.
Por isso, quando tempestades pesarem fortemente sobre nossas cabeças, saibamos perceber que tudo na vida passa, assim como as chuvas, as dores, os problemas.
Tudo é fugaz e momentâneo.
Mas tudo, também, tem seu motivo e sua utilidade em nosso desenvolvimento.


A escuridão nada mais é do que a falta de luz, assim como o mal é a ausência do bem. Quando pensamentos negativos contagiarem os nossos pensamentos e começarem a esconder os nossos melhores sentimentos, busquemos a luz da verdade e o caminho do bem.
Há dois mil anos atrás uma estrela brilhou diferente na Terra...
Há dois mil anos houve Alguém que amou tanto a humanidade que voltou, após a morte, para que tivéssemos a certeza de que o túmulo não aniquila os nossos amores.
E esse Alguém não impôs nada a ninguém. Não fez e não faz nenhuma cobrança para ninguém. Deixou apenas um convite: "quem quiser vir após mim, tome a sua cruz, negue-se a si mesmo, e siga-me."


Esse Espírito ficou conhecido na Terra pelo nome de Jesus, o Cristo.
E hoje sabemos que Ele habita mundos sublimes, onde a felicidade suprema é uma realidade, e mesmo assim continua amparando e socorrendo Seus irmãos aqui na Terra, independente de crença, raça, posição social ou cultura, pois como Ele mesmo afirmou: "nenhuma das ovelhas que o Pai me confiou se perderá."
Sigamos esse Mestre maior, entendendo e colocando em prática as Suas imortais idéias que são ensinamentos sublimes, e são tão simples, e estaremos de posse do remédio que poderá nos curar de nossas angústias.


Trecho da Palestra organizada por Sérgio Avelhaneda em 12/09/2004.

sábado, 28 de abril de 2012

Perder alguém Querido


Não há palavras para expressá-la.
Não há livro que a descreva.
Por isso, o melhor jeito de consolar é falar pouco, orar junto,
sentir junto, e estar presente, cada um do jeito que sabe.


Palavras não explicam a morte de alguém querido.
Sabem disso o pai, a mãe, os filhos, os irmãos, o namorado e a namorada,
o marido e a mulher, os amigos de verdade.
Quando o outro morre, parte do mistério da vida vai com ele.
A parte que fica torna-se ainda mais intrigante.
Descobrimos a relação profunda entre a vida e a morte quando alguém
que era a razão, ou uma das razões, de nossa vida vai-se embora.


Para onde? Para quem? Está me ouvindo?
A gente vai se ver de novo? Como será o reencontro?
Acabou-se para sempre, ou ela apenas foi antes?
Por que agora? Porque desse jeito?
As perguntas insistem em aparecer e as respostas não aparecem claras.
Dói.. dói.. dói e dói...


Então a gente tenta assimilar o que não se explica.
Cada um do jeito que sabe.
Há o que bebe, o que fuma, o que grita, o que abandona tudo,
o que agride, o que chora silencioso num canto,
o que chama Deus para uma briga, o que mergulha
no fatalismo e o que, mesmo sem entender ou crer, aposta na fé.


Um dia nos veremos de novo... enquanto este dia não chegar,
quem eu amo e se foi, sei que me vê, me ouve, e ora por mim, lá, junto de Deus.
Para ela a vida tem, agora, uma outra dimensão.
Alcançou o definitivo.
Quem fica perguntando e sofrendo somos nós.
Mas como a vida é um riacho que logicamente deságua,
a nossa vez também chegará e,
quando isso acontecer, então não haverá mais lágrimas.
As que aqui foram choradas terão a sua explicação.
Alguém que não sabemos, porque nasceu de nós e porque cresceu em nós,
porque entrou tão cheio em nossa vida, fechou os olhos e foi-se embora.


Quem ama de verdade não crê que se acabou.
A vida é uma só: começa aqui no tempo e continua, 
depois, na ausência de tempo e de limite.
Alguém a quem amamos se tornou eterno.
E essa pessoa já sabe quem e como Deus é.
E também sabe o porquê de sua partida.
Por isso, convém falar com ela e mandar recados a Deus por meio dela.
Se ela está no céu, então alguém, além de Deus,
de Jesus e dos Santos, se importa conosco.


Definitivamente, não estamos sozinhos, por mais que doa a solidão de havê-la perdido.
Mas é apenas por pouco tempo.
Quem amou aqui, sem dúvida, se reencontra no infinito...


Pe. Zezinho, SCJ

terça-feira, 24 de abril de 2012

Reencarnar, pra quê?


Assim como as pessoas têm muito medo de morrer porque não sabem o que irão encontrar na outra dimensão, os espíritos que estão vivendo no astral têm medo de reencarnar.
Esquecer o passado e mergulhar no mar encalpelado do mundo, enfrentar seus próprios limites e os desafios de seu crescimento é assustador. 
Controlar as emoções, ordenar a mente, experimentar as próprias idéias e enfrentar os resultados requer coragem, persistência.
Ficar entregue ao próprio discernimento, tomar decisões, ser responsável pelo próprio destino atemoriza.


Para o espírito, reencarnar é como vestir um escafandro e mergulhar nas profundezas do oceano.
O corpo de carne tem um metabolismo lento, muito diferente do mundo astral, onde tudo é mais dinâmico e rápido.
Lá, a força do pensamento materializa rapidamente os objetivos, de acordo com a capacidade de cada um, criando e movimentando os elementos.
Aqui na Terra, nossos projetos levam muito mais tempo para se tornar realidade.
Para construirmos um edifício levamos muitos meses, enquanto lá eles o fazem em algumas horas.


- Como?! Há prédios no astral? - alguns vão perguntar.
Há prédios, ruas, cidades, tudo. O que chamamos de astral são os mundos das outras dimensões do universo.
Cada um deles gravita em determinada faixa de ondas, possui um magnetismo próprio e, para os que vivem lá, tudo é tão sólido quanto para nós é nosso mundo.
Não os podemos ver porque nossos olhos enxergam apenas em limitada faixa de percepção, o que não os impede de continuar existindo.
A limitação é nossa. Os micróbios existem, mas só os podemos ver se tivermos um microscópio.


Se eles têm medo, porque reencarnam?
Para reeducar o emocional. No astral as emoções são muito mais fortes e profundas.
A tristeza, o remorso, o arrependimento, a frustração, a mágoa tornam-se insuportáveis e chega um momento em que, cansado de suportá-las, o espírito aceita nascer na Terra. Para ele, o esquecimento será uma bênção.
O magnetismo lento permitirá que ele medite mais, experimente, reflita, conheça-se melhor e amadureça.
Reencarnar na Terra é começar de novo.


Todas as lembranças do passado são guardadas no inconsciente temporariamente e, embora possam influenciar intuitivamente o espírito reencarnado, ele estará em sintonia com o cérebro do novo corpo, que como um filme virgem vai registrar as novas experiências. 
Não é genial?
A vida, mágica e divina, vai tecer os acontecimentos, juntar pessoas, de acordo com as necessidades daquele espírito, e criar estímulos a que ele se torne mais consciente, liberte-se dos antigos padrões de crença que o levaram ao sofrimento.
Se ele aproveitar, voltará ao astral mais lúcido e feliz.


A vida é um eterno agora, e nós continuaremos sendo o que fizermos de nós, seja onde for que passemos a viver.
Enfrentar nossas dificuldades desde já, fazer nosso melhor, é construir nossa paz.


Zíbia Gasparetto
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