Dedico este blog à minha filha Thais, meu eterno amor, que partiu muito cedo para um lindo lugar... no outro lado da vida ..!!!

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domingo, 29 de julho de 2012

A luz da vida


Somos pequeninas lâmpadas a procura de luz para iluminar-se, buscamos esta energia através da vida em vários caminhos, muitas vezes chegamos a achar que esta energia não existe e que só a escuridão nos acompanhará.
Nessa busca tomamos decisões e fazemos escolhas que muitas vezes não favorecem a nossa evolução, mas errar também faz parte dessa busca da luz da vida.


Em quantos momentos pensamos que nossa pequenina lâmpada jamais se acenderá e nos julgamos merecedores dessa escuridão sem fim, tudo isso, porque ainda não confiamos em nós e em nossa transformação.
Tenhamos então a coragem e a confiança de que a nossa capacidade é infinita e de que podemos sim ter uma vida de luz mesmo com nossas dificuldades.
Mas para isso é necessário que tenhamos a consciência de que a mudança de sentimentos e pensamentos é necessária e que mesmo com as dificuldades poderemos ter a luz da vida a nos iluminar os caminhos.


Sempre haverá luz se formos sinceros conosco e principalmente se exercitarmos em nós a perseverança de jamais esmorecer diante da queda de energia, porque certamente somos capazes de ceder forças para que nossos caminhos possam sempre estar iluminados.
Pense positivamente, reaja positivamente e lute confiante, na certeza de que a luz da vida jamais lhe faltará.


(desconheço autoria).

domingo, 22 de julho de 2012

Contar as bênçãos


A natureza, caprichosa artesã, jamais repete um alvorecer ou um pôr de sol.
A cada amanhecer o céu se veste com cores e tons diferentes.
Há manhãs de sol e de muita luz, que nos convidam a despertar sorrindo.
Há manhãs cinzentas, em que as nuvens escuras e densas cobrem sem piedade os raios dourados do sol.
Há tardes em que o poente assume cores que nem mesmo os mais criativos pintores jamais arriscaram usar em seus trabalhos.
Há poentes em que a garoa fina domina a paisagem, ocultando, em meio à bruma, até mesmo as árvores mais próximas.
Há noites sem luar, quando as sombras invadem nosso olhar e as estrelas distantes parecem senhoras de um brilho ainda mais intenso.
Há dias de sol e há dias de chuva.


Assim também são os momentos de nossas vidas.
Nenhum minuto repete minutos anteriores.
Nenhum dia é igual a outro que já vivemos, tampouco será idêntico a algum que ainda vamos viver.
A vida é feita de experiências únicas que, somadas, criam o arcabouço de nossa história.
Há momentos de alegria e momentos de dor.
Há conquistas que nos felicitam.
Há perdas que nos dilaceram.
Tudo que vivemos e aprendemos integra nossas existências e forma o ser que somos ou que um dia seremos.
É evidente que nem todos os momentos são fáceis.
Há dificuldades que nos parecem intransponíveis e dores infinitas.
Nesses momentos o desalento deita sobre nós o peso do sofrimento e da angústia.
Curvamo-nos, incapazes de olhar o horizonte, e só vislumbramos as pedras do caminho.
Não somos capazes de perceber a luz do sol que brilha acima das nuvens.
Tampouco notamos a beleza das flores que emolduram a nossa estrada.
Nessas ocasiões, lembremo-nos de contar as bênçãos recebidas.
Enumeremos as dádivas que iluminam nossos dias.
São tantas!
O corpo físico, instrumento bendito que nos possibilita mais essa jornada terrestre;
a família, composta por amores do passado e do presente, oportunizando-nos reconciliação e crescimento conjunto;
os amigos, presenças que nos fortalecem e animam nas mais variadas situações;
o trabalho, fonte de recursos materiais a sustentar-nos e engrandecer-nos;
a mensagem do Cristo, guiando nossos passos por trilhas de luz, consolando-nos sempre;
a natureza exuberante, prova inequívoca da existência e da presença de Deus em nossos dias.


                                                            ***
Não deixe que as adversidades ocultem dos seus olhos as bênçãos que a vida lhe concede.
Não se entregue ao desespero. São apenas dias de chuva a preceder manhãs de sol.
São situações passageiras e necessárias para o aprendizado do espírito.
Conte as bênçãos que já lhe chegaram às mãos e que hão de fazer eternamente parte de sua existência imortal.
Levante os olhos, seque as suas lágrimas e prossiga sempre!


Redação do Momento Espírita.
Em 31/01/2010.

domingo, 15 de julho de 2012

O Recomeço é possível


Sim, sempre poderemos recomeçar. E recomeçar significa não desistir, mesmo diante de tantas provas que parecem nos tirar o chão, nos levar à falsa crença de que não haverá salvação, de que o melhor é desistir.
Recomeçar é ir adiante, passar pelos espinhos e manter a cabeça erguida, mesmo que em muitos momentos as lágrimas estejam conosco.
Recomeçar é guardar no coração as lembranças dos momentos felizes já vividos, mas ao invés de se prender à tristeza pelo que não tem retorno, sair a buscar novos horizontes, é aliar fé e perseverança e perceber o quanto ainda podemos conquistar.
Recomeçar é sentir-se fragilizado diante de uma perda, mas não pensar jamais em abandonar a estrada que está a nossa frente, pelo contrário, é caminhar, lentamente, mas sempre caminhar.


Recomeçar é ir adiante com confiança e não temendo as tempestades que se formarem.
Recomeçar é acordar a cada manhã, abraçar o dia que está nascendo e ao invés de se prender às dificuldades, enxergar a nova oportunidade de renovação que bate a nossa janela.


Recomeçar é compreender que tudo tem o seu tempo. Que nenhum sofrimento cessa de uma hora para outra. A dor não termina como um passe de mágica. As dificuldades são superadas uma a uma.
Recomeçar é trilhar o caminho à frente, mesmo que ele seja cercado de espinhos.
É entender, que durante o recomeço, muitas ainda serão as vezes que sentimentos negativos irão querer nos envolver e nos desanimar. Mas mantendo a chama da fé acesa, não iremos parar.
Recomeçar é enfrentar as provas que estão ao nosso lado e perceber que outras provas também virão, mas que trazemos em nosso íntimo, a coragem para enfrentá-las.
Recomeçar é não ficar esperando por milagres, mas ser a cada dia, o próprio milagre de sua vida, trabalhando, perseverando e atingindo o destino tão aguardado.


Recomeçar é não desanimar com a caminhada, tudo tem o seu tempo. A dúvida só acaba, quando vamos atrás das respostas e descobrimos que elas estão em nosso íntimo.
O medo só vai embora quando nos aliamos à determinação e o encaramos de frente. O fardo só se torna mais leve, quando deixamos de nos sintonizar com os sentimentos nocivos, buscamos nos ligar com o Alto e sentimos nossas forças aumentarem.
O recomeço é sim possível, porém gradativo.
Não se muda sentimentos em horas. Não se modifica um caminho, sem perseverança.
Não se vence o mal, se não trabalharmos constantemente no bem. Não se chega ao amanhã, se não vivermos o hoje.


Recomeçar é degrau a degrau, passo a passo, lentamente, com confiança e força de vontade, aí de repente, quando olhamos para trás, iremos perceber o quanto já caminhamos.
Recomeçar é mudar os rumos da vida, lutando a todo instante, enfrentado as adversidades com as ferramentas internas que cada um de nós possui.
Recomeçar é saber que passaremos por novas tormentas, nos sentiremos pequeninos em alguns momentos e carentes em outros e também teremos receios, mas recomeçar é se abastecer com a fé verdadeira que a tudo fortalece.
Recomeçar é perceber que em alguma curva, seremos envolvidos pela escuridão, voltaremos a cair e talvez venhamos a nos sentir desamparados.
Mas recomeçar significa também, abrir a janela íntima para que o sol adentre, ilumine, aqueça e nos mostre quanto potencial trazemos conosco.


É encontrar a verdade que nos mostra que aquele ente querido que partiu, não se foi eternamente e quando recomeçamos, estamos caminhando e, cada vez mais, estaremos nos aproximando das pessoas que tanto amamos e que voltarão a estar ao nosso lado.
Mas se não recomeçarmos, não teremos como acreditar nesse reencontro...


Recomeçar é enxergar a destruição que há ao redor, mas antes que o desespero se aproxime, arregaçar as mangas e começar a reconstruir o que foi destruído, sabendo que não nos encontramos sozinhos nessa obra.
É cuidar das feridas, constatando que elas precisam de tempo para cicatrizar. É ter paciência enquanto novas cores são desenhadas e a mudança se aproxima.
É compreender que anos de trevas não se apagam imediatamente, mas sim, requerem a união da fé, da esperança, do otimismo, da coragem e da certeza de que não estamos sozinhos, mas precisamos fazer a nossa parte.
Recomeçar nasce dentro de nós e pouco a pouco vai se exteriorizando.


Recomeçar é ultrapassar tantas pedras que ainda estão no caminho. Semear flores para que elas passem a enfeitar o nosso caminho.
Cultivar o amor, porque tendo o amor como companheiro de viagem, nos fortalece mais ainda durante o recomeço, porque o amor a tudo renova.
Recomeçar é voltar a sonhar, mas principalmente buscar pelos sonhos. É encarar as provações como possíveis de serem superadas. E buscar também, compreender a lição que cada prova sempre nos traz. 
Recomeçar é amadurecer, é refletir, escolher o caminho do bem.


Recomeçar é acreditar que podemos voltar a andar e reencontrar a paz. Fazer com que a serenidade volte a pulsar em nosso íntimo.
É afastar o mal e aproximar-se dos missionários de luz, que acompanham os nossos passos.
Recomeçar é abraçar o evangelho do Mestre.
E desse abraço, poder enxergar o Mestre iluminado a nossa frente a nos dizer:


"Vinde a mim todos os que estais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei" (Matheus 11:28).


A cada recomeço o Mestre estará conosco, ouvindo nossas aflições, aliviando nossas dores, nos estendendo a Sua mão e nos aquecendo a todo instante com o Seu eterno amor.
Recomeçar é seguir o trajeto sabendo que o Mestre está conosco, nos carregando no colo, nos momentos em que a dor se tornar forte demais.
Recomeçar é pegar o arado, preparar a terra, semear os bons frutos e assim, chegar a um novo amanhecer.
Recomeçar é batalhar pelas conquistas.
Descobrir novos caminhos.
Usar os talentos que possuímos.
Descobrir a chama da esperança que há dentro de nós.
Sintonizarmos com o Alto e não temermos as dificuldades, por maiores que pareçam.
Saber que o fim não existe, há recomeço.


Recomeçar é buscar o sorriso, é compartilhar as tristezas. Unir forças com os companheiros de jornada.
Seguir confiante... E perseverar!


"O recomeçar não é rápido, nem fácil, mas sempre possível."


Recomeçar no hoje, no amanhã e sempre que necessário... Porque recomeçar é eternamente possível...


Sônia Carvalho

quarta-feira, 4 de julho de 2012

A Metamorfose


Você já observou uma borboleta pousada sobre uma folha nova, especialmente escolhida por ela, uma que não caia antes da saída das lagartinhas do ovo, dobrar o abdome até sentir a face inferior da folha e ali colocar o ovo?
Por essas maravilhas da natureza, que somente a Providência Divina explica, cada espécie de borboleta sabe exatamente qual o tipo de planta que deve escolher para colocar o ovo que, graças a uma substância viscosa de secagem rápida, fixa-se imediatamente.


As borboletas são muito admiradas pela leveza dos seus voos e a beleza do colorido de suas asas.
Elas procuram, nas flores, na areia úmida ou em frutos fermentados, o seu alimento, sendo que as flores são muito frequentadas pelas borboletas fêmeas, enquanto os machos preferem as areias úmidas.
Algumas espécies existem que têm a capacidade de permanecerem imóveis por tempo considerável, enquanto outras fazem voos curtos, por vezes muito rápidos, indo de uma flor a outra.


Elas buscam a pradaria, a ramada das árvores, beijam as folhas farfalhantes e driblam o vento apressado.
Bailam em meio às gotículas que se desprendem das quedas d'agua ou como pétalas voejam, balançando no espaço.
Seu matiz é mensagem de alegria. A sua liberdade é um convite à paz.
No entanto, dias antes de mostrarem-se tão belas não passavam de larvas rastejantes no solo úmido ou escondidas na casca apodrecida de algum tronco relegado.


Lagartas, jamais sonhariam com os beijos do sol ou com néctar das flores. Mas, passam as semanas e após a fase de crisálida, ei-las que surgem maravilhosas, coloridas, exuberantes, plenas de vida.


À semelhança da lagarta, vivemos no terreno das experiências humanas.
Afinal, chega um dia em que somos convidados a adormecer na carne para despertar na Espiritualidade, planando acima das dificuldades que nos afligiam.
É a morte que nos alcança e nos ensina que a vida não se resume num punhado de matéria que entrará em decomposição.
Também não é simplesmente um amontoado de episódios marcantes ou insignificantes, promotores de esparsos sorrisos e rios de pranto.


A vida é a do Espírito, que vive para além da aduana da morte, tendo como destino a vida na amplidão.
Por isso, quando formos constrangidos a acompanhar, com lágrimas, aquele afeto que se despede das lutas do mundo, rumando para a Espiritualidade, não lastimemos, nem nos desesperemos.
Mesmo com dores n'alma, despeçamo-nos do coração querido com um suave "até logo" porque exatamente como as borboletas, ele alcançou a liberdade, enfim.


Você sabia que ao morrer o corpo, o espírito que dele se utilizava como de um veículo, se liberta?
Ninguém se aniquila na morte. Muda-se simplesmente de estado vibratório, sem que se opere uma mudança nos sentimentos, paixões e anseios, naquele que é considerado morto.

Redação do Momento Espírita.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Por que dói tanto?


Não há quem caminhe pelas estradas da vida sem que cruze, em algum momento, pelos caminhos da dor. Em um mundo inconstante, onde as certezas são relativas, a dor é processo quase que inevitável.
Algumas vezes, ela vem carregando consigo a separação de quem amamos, pelo fenômeno da morte. Outras vezes é a doença que se instala, no nosso ou no corpo alheio.
Seja qual for sua origem, a dor vai sempre provocar momentos de reflexão e análise. Ela é o freio que a vida faz em nosso cotidiano, em nossos valores, em nossas manias mesmo, provocando o questionamento das coisas da vida  e dos caminhos que percorremos.


Nesse questionamento, alguns optam pelo caminho da revolta. São os que maldizem a Deus, que se veem injustiçados, pois não mereciam tal desdita, que não veem utilidade nenhuma na dor, a não ser o sofrimento pelo sofrimento.
Outros utilizam a dor como aprendizado. São os que entendem o mecanismos de Deus como justos, e Deus como infinitamente amoroso para cada um de nós. Isso porque se Deus é a síntese maior do amor, certamente Seus desígnios são pautados pelo amor.
As perguntas: Por que comigo?, Será que eu mereço isso?, ou Para que tudo isso?, são os anseios de nossa alma a tentar entender as Leis da vida.


É necessário que repensemos qual o papel da dor para cada um de nós. Ela não é simples ferramenta de castigo de Deus, ou ainda, obra do acaso. Um Deus amoroso jamais agiria por acaso, ou castigaria Seus filhos. Toda dor que nos surge é convite da vida para o progresso, para a reflexão, para a análise de nossos valores e de nosso caminhar. Sempre que ela surge, traz consigo a oportunidade do aprendizado, que não se faria melhor de outra forma, caso contrário, Deus acharia outros caminhos. Não que devamos ser apologistas da dor, e buscá-la a todo custo. De forma alguma. Deus nos oferece a inteligência, e os recursos das mais variadas ciências, para diminuir nossas dificuldades e dores.
Assim, para as dores da alma, devemos buscar os recursos da psicologia e da psiquiatria. Para as dificuldades do corpo físico, os recursos clínicos ou cirúrgicos.


Porém, quando todos esses recursos ainda se mostrarem limitados, a dor que nos resta é nosso cadinho de aprendizado. A partir daí, nossa resignação dinâmica perante os desígnios da vida nos ajudará a entender qual recado e qual lição a vida nos está oferecendo.
Quando começarmos a entender que a dor sempre vem acompanhada de aprendizado, começaremos a entender melhor a música da vida, e qual canção ela está nos convidando a aprender a cantar. Afinal, nada que nos aconteça é obra do acaso. Somos herdeiros de nós mesmos, desde os dias do ontem, e hoje inevitavelmente nos encontramos com nossas heranças. As carências de hoje é o que ontem desperdiçamos, e as dores que surgem são espinhos que colhemos agora, de um plantio que se fez deliberadamente nos caminhos percorridos.


A dor é mecanismo que a vida nos oferece de crescimento e aprendizado. Porém ela somente será necessária como ferramenta de progresso enquanto o amor não nos convencer e tomar conta do nosso coração.


Redação do Momento Espírita.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Desapego: confiança e fé!


Todos nós em algum momento da caminhada já sofremos muito quando um ente querido nos deu o seu até logo. Sentimos além do necessário quando, ao invés de vermos a sua partida como a alegria de um irmão que já cumpriu sua tarefa, vemos isso como uma perda. Reencarnamos para cumprir com missões determinadas e fazer os reajustes vencendo nossas más tendências. Desejar que alguém permaneça conosco pelo nosso simples medo de sentir falta, é alimentarmos o apego e o egoísmo.
O espiritismo quando codificado por Kardec matou a morte. Mostrando-nos a continuidade da vida além do corpo físico. Reforçando em nós a importância de valorizarmos os instantes juntos e também, a necessidade da reforma íntima. Dessa maneira, cultivarmos a saudade de quem já desencarnou, é uma das maneiras mais lindas de agradecê-los pelo tempo em que estiveram alegrando os nossos dias.
Através do Evangelho Segundo o Espiritismo, no capítulo V denominado "Bem-aventurados os Aflitos" temos  a passagem que trata da perda de pessoas amadas e de mortes prematuras. Constatamos todos os dias a indignação e a revolta das pessoas dizendo que, se fosse uma pessoa ruim teria ficado, era tão jovem e não teve tempo de aproveitar a vida e se perguntam por que Deus permite isso? Ora, uma vez que Deus nunca erra e nunca errou, nada está fora da justiça Divina.
Temos um tempo determinado aqui na terra. As pessoas que convivem conosco também. Onde estaria o ajuste se, aquele que quitou seus débitos e cumpriu com a sua missão fosse obrigado a permanecer aqui e não pudesse voltar para se preparar mais e evoluir?
Da mesma maneira, aquele onde de forma grosseira, a vaidade, o orgulho e o egoísmo falam mais forte que seu lado bondoso, também precisa crescer e vencer as suas más tendências. Quanto mais tempo demorar para isso, mais tempo necessitará permanecer encarnado. Nenhum de nós é totalmente ruim ou totalmente bom. Então, como nos acharmos no direito de julgar.
Quando aprendemos que devemos amar ao próximo como a nós mesmos, em nenhum instante nos é permitido tomarmos conta da vida alheia. Desapegarmo-nos de alguém não é deixar de amar, pelo contrário, é amar em dobro. Dando liberdade e aceitando que aquele a quem amamos siga o seu curso.
Nada mais natural que, os pais que tiveram filhos desencarnados jovens, sintam muito as suas faltas. Porém, devemos nos confiar a Deus. Nossa família (laço corporal) e nossos amigos (laço espiritual) são empréstimos Divinos.
A fé nos traz a certeza do caminho certo. Lembrarmos com saudade daqueles que conviveram conosco é maravilhoso. Imaginemo-nos de volta ao plano espiritual e tendo a chance de sermos recebidos por eles.
Apegar-se à vida material é um sofrimento sem hora para terminar. Todo aquele que se intitula espírita, não pode portanto, revoltar-se dessa maneira às leis de Deus. Chorar faz parte do caminho de cada um que ama. Erguer a cabeça e fazer a nossa parte para, ao ser visto por quem retornou ao plano espiritual, transmitir paz e felicidade, é o mínimo a ser feito.
Guardemos portanto, as seguintes palavras do Evangelho que nos diz: "Vós, que compreendeis a vida espiritual, escutai as pulsações do vosso coração a chamar esses entes bem-amados e, se pedirdes a Deus que os abençoe, em vós sentireis fortes consolações, dessas que secam as lágrimas; sentireis aspirações grandiosas que vos mostrarão o porvir que o soberano Senhor prometeu. - Sanson, ex-membro da Sociedade Espírita de Paris (1863)."
Por isso, continuemos a ver no sol o milagre Divino a nos chamar para vivermos a vida em todo seu esplendor. Não nos prendamos as mesquinhezas da revolta e da maledicência, Jesus nosso Mestre e Amigo abraça-nos e nos convida a tudo vencermos. Oremos com mais fé e tenhamos a certeza de que, tudo podemos quando em Deus confiamos. Alimentar o desapego é alimentar a fé.
Se hoje você chora, enxugue as suas lágrimas e sorria, alguém que muito lhe ama também torce por você na espiritualidade.


Por Débora Rabello

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Oração e Humildade

Meu Deus, sei que ainda sou um ser em evolução e que muitas vezes fujo dos objetivos que o Senhor traçou para que eu alcance a minha felicidade.
Sei também que nem sempre consigo fazer o bem que desejo, e muitas são as vezes que faço o mal que já não gostaria mais de fazer.
Por isso venho a ti, Senhor, para rogar forças, coragem e lucidez para acertar mais vezes do que me equivocar, e quando me equivocar, que seja por fraqueza ou ignorância, mas nunca por deliberação.
Venho a ti para pedir que não permitas, em tempo algum, que eu perca a vontade de viver, apesar dos momentos de dor e de sofrimento, que por certo terei que passar.
Pedir ajuda para cultivar o otimismo, mesmo que o futuro não seja tão promissor.
Para que me ensine a desenvolver o romantismo, ainda que em meu peito o coração pareça ter emudecido.
Senhor, ajuda-me a não perder a fé na amizade, mesmo que às vezes os amigos me traiam ou me abandonem no momento em que mais precisar deles.
Ajuda-me a cultivar a alegria e o hábito de ajudar as pessoas, ainda que muitas delas sejam ingratas e incapazes de retribuir.
Ensina-me a manter o equilíbrio até nos momentos de grandes abalos, em que tudo conspire para que eu perca o rumo.
Senhor, ajuda-me a amar sem esperar retribuição nem reconhecimento dos seres amados.
A observar a vida com brilho no olhar, até nos momentos em que a escuridão turbe os meus olhos.
A enfrentar os desafios da vida com garra e disposição, mesmo sabendo que as derrotas são inevitáveis no meu caminho.
Permita-me usar sempre a razão e o bom senso, ainda que o apelo dos vícios seja forte, insistente e constante na minha intimidade.
Sobretudo, Senhor, ajuda-me a elevar o sentimento de justiça acima dos meus próprios interesses.
Permita-me conservar o amor pela família, mesmo que ela me exija imensos esforços e árduas renúncias em prol de sua harmonia.
Ensina-me a ver o lado bom e belo das coisas, apesar das lágrimas que brotam amargas do fundo da minha alma.
Senhor, que eu jamais perca a vontade de herdar as estrelas, mesmo habitando um planeta pequeno e de categoria inferior.
E, acima de tudo...
Que eu jamais esqueça que o Senhor é a inteligência suprema do universo e que me ama infinitamente...
Que provê minhas necessidades, ampara-me sempre e só quer o meu aperfeiçoamento.
Que eu possa entender as pessoas que são mais frágeis que eu...
A não julgar o meu semelhante...
A educar meus sentimentos e desenvolver minha inteligência...
E, por fim, que eu nunca esqueça que sou um espírito imortal... E que minha felicidade é uma conquista minha...
                                                                            
                                                                                  * * *
Nos dias em que a tristeza se apresentar, dissimulada e insistente em sua janela, recolha-se por alguns instantes...
Busque sintonizar com as forças do bem, que pairam acima das nuvens densas que envolvem a Terra, e alimente sua intimidade com a harmonia celeste.
Não se deixe envolver pela tristeza, pois ela lhe impedirá de ver a esperança que insiste em lhe acenar com a certeza de que um novo e lindo dia surgirá.


Redação do Momento Espírita.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Hoje, 2 anos de muita saudade... minha filha amada!

                          Minha Thais amava o sol, o mar, a natureza... Momento feliz!
                                              O pôr do sol do Guaíba - Porto alegre
        
                                             Thais, minha linda, quanta saudade!!!

                                  Te amo minha filha querida, para sempre, sempre...


                                                                Vídeo: internet

Filha, 2 anos se passaram desde o dia que partiste para a vida eterna, faz tanto tempo que eu não te vejo, é doloroso viver sem a tua presença física, a saudade aperta o peito cada dia mais, saudades do teu cheiro, do teu abraço apertado, do teu sorriso, saudades da tua voz...enfim. Está muito difícil minha filha, mas a cada amanhecer peço a Deus forças para continuar, vivo dias melhores, dias piores, caindo, levantando, assim vou tocando a vida.

As lágrimas são inevitáveis, porque te amo a cada dia mais, essa saudade dói, machuca... mas me faz ver como é grande, sublime e eterno o meu amor por ti.. e choro sim, mas sem revolta e sem desespero, pois o que mais desejo agora é que tu estejas bem e que sigas o teu caminho em paz, na luz, no entendimento, evoluindo sempre no mundo espiritual. Não quero que sofras me vendo triste, estou buscando ajuda de todas as formas para me fortalecer, me confortar e aliviar minha dor, para eu possa seguir em frente.

Tenho fé, vou conseguir... confio no Pai!

Quando olho para o céu te vejo na estrela mais linda e brilhante, sempre sorrindo para mim. Sei que nos acompanhas e só um véu nos separa. Continuas presente em nossas vidas, em nossos corações...
Obrigada minha filha amada, por todos os momentos que vivemos juntas, fomos muito felizes contigo ao nosso lado. Sempre tive muito orgulho de ser tua mãe, tu sabes disso!

Que Deus esteja sempre contigo Thais, guiando os teus passos e iluminando a tua caminhada!

Até qualquer dia filha, quando na eternidade nos reencontraremos para um abraço bem apertado, um abraço gostoso, que não terá fim!

Um grande beijo com todo o meu amor...

De tua mami... que te amará eternamente!


                       Te amo muito, minha filha! Por toda a minha vida eu sei que vou te amar...


                      "A distância pode separar dois olhares, mas nunca dois corações" 


                   
                                                        Imagem criada por mim - Ilca,
                                                   colaborando por uma blogosfera ética.                                                                                                 

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Quando compreendermos


Quando compreendermos que não caminhamos sozinhos nesse mundo, as dificuldades não mais causarão tanto sofrimento.
Quando compreendermos que o passado não pode mais ser refeito, mas que a cada amanhecer temos uma página em branco a nossa frente, sentiremos a oportunidade que temos para sempre nos renovarmos.
Quando compreendermos que os desafios do dia-a-dia fazem parte do nosso progresso de evolução, não teremos medo de enfrentá-los.
Quando compreendermos que a perseverança deve caminhar ao nosso lado, encontraremos muito potencial em nosso íntimo.
Quando compreendermos que as transformações são possíveis mas dependem de nós, iremos refletir sobre os nossos atos e escolheremos um novo caminho.
Que não importa a quantidade de desatinos cometidos, mas sim a determinação de mudarmos.
Que podemos perder muitas batalhas, mas nunca devemos desistir de continuar, de lutar e de trilhar o caminho.
Que as lágrimas também são necessárias, porque purificam a alma, mas que não devemos nos prender eternamente a elas, porque assim, não seremos capazes de enxergar a Mão estendida a nossa frente.
Quando compreendermos que o Mestre caminha sim ao nosso lado, mas não pode fazer a parte que nos cabe, buscaremos modificar os nossos passos em direção a um novo horizonte.
Quando compreendermos que o amor é o sentimento mais sublime que existe, passaremos a semeá-lo por onde andarmos.
Quando compreendermos que os bens espirituais serão sempre a nossa maior riqueza, iremos cultivá-los intensamente em nosso íntimo.
E quando compreendermos que a vida não tem fim e se renova a cada momento, enxergaremos a nossa frente uma Luz a guiar os nossos passos.
E assim, passaremos a segui-la hoje, amanhã e sempre...

Sônia Carvalho

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Eles Vivem


Ante os que partiram, precedendo-te na Grande Mudança,
não permitas que o desespero te ensombres o coração.
Eles não morreram. Estão vivos.
Compartilham-te as aflições, quando te lastimas sem consolo.
Inquietam-se com sua rendição aos desafios da angústia
quando te afastas da confiança em Deus.
Eles sabem igualmente quanto dói a separação.
Conhecem o pranto da despedida e te recordam as mãos trementes no adeus,
conservando na acústica do espírito as palavras que pronunciaste, 
quando não mais conseguiram responder as interpelações 
que articulaste no auge da amargura.
Não admitas estejam eles indiferentes 
ao teu caminho ou à tua dor.
Eles percebem quanto te custa a readaptação ao mundo
e à existência terrestre sem eles e quase sempre 
se transformam em cirineus de ternura incessante,
amparando-te o trabalho de renovação
ou enxugando-te as lágrimas quando tateias a lousa
ou lhes enfeita a memória perguntando porque...
Pensa neles com a saudade convertida em oração.
As tuas preces de amor representam acordes de esperança e 
devotamento, despertando-os para visões mais altas da vida.
Quando puderes, realiza por eles as tarefas em que estimariam
prosseguir, e tê-los-ás contigo por infatigáveis zeladores de teus dias.
Se muitos deles são teu refúgio e inspiração nas atividades a que
te prendes no mundo, para muitos outros deles és o apoio e o incentivo
para a elevação que se lhes faz necessária.
Quando te disponhas a buscar os entes queridos domiciliados
no Mais Além, não te detenhas na terra que lhes resguarda
as últimas relíquias da experiência no plano material...
Contempla os céus em que mundos inumeráveis nos falam da união sem adeus
e ouvirás a voz deles no próprio coração, a dizer-te que não caminharam 
na direção da noite, mas sim ao encontro de Novo Despertar. 


Pelo Espírito: Emmanuel
Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
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