domingo, 26 de agosto de 2012
Quando menos esperamos...
Por maiores que forem suas dificuldades e provações, mantenha-se calmo e sereno. Confie em Deus que não desampara nenhum de seus filhos.
Nenhuma dor é eterna e, tudo mais cedo ou mais tarde, passará.
Nosso sofrimento começa a desaparecer quando começamos a entender o significado da dor.
O estado de rebeldia e contrariedade em relação ao sofrimento agrava nossas dores. Aceite tudo que lhe acontecer como vindo a seu favor e entenda que ninguém sofre sem motivo.
Deus é nosso Pai sábio e amoroso e jamais nos enviará fardos mais pesados que nossa capacidade de suportá-los.
A compreensão de que nada de mal nos acontece produz segurança interior.
Tenha compreensão e paciência diante das dificuldades surgidas.
André Luiz nos alerta dizendo: "a paciência em verdade é perseverar na edificação do bem a despeito das arremetidas do mal e prosseguir corajosamente cooperando com ela e junto dela, quando nos seja mais fácil desistir."
Prossiga lutando por tudo aquilo que considera justo, honesto, verdadeiro, e confie que as tormentas passarão.
Jamais recue diante das dificuldades, pois elas são colocadas em nosso caminho para testar nossa capacidade de superação.
Se o momento nos exige paciência, lembre-se de que Deus é paciência infinita.
Quando menos esperar as dores e dificuldades haverão passado, pois em um minuto apenas a tormenta acalma, a dor passa, o auxílio vem, o amor parte, o ausente chega e a vida muda.
Autoria: Sândalo
domingo, 19 de agosto de 2012
Recanto de Luz
Quantas pessoas caminham desoladas e sós...
Andam, e sentem que seus passos as conduzem a lugar nenhum...
Perderam, há muito tempo, o endereço da esperança...
Várias se debatem nas trevas da desilusão, do abandono, da desdita...
Sucedem-se os dias, as horas dobram-se umas sobre as outras, e os minutos passam como se trouxessem consigo uma soma cada vez maior de dissabores...
A vida lhes parece um eterno anoitecer, uma escuridão perpétua.
Milhares de criaturas estão à beira de um colapso nervoso.
Muitos corações estão quase sufocados de angústia, de saudade, de desespero, debruçados no passado, em busca de memórias perdidas.
Diante desse quadro, nós podemos ser um recanto de luz, convidando as criaturas a suave reconforto.
Podemos cultivar na intimidade um jardim de flores e luzes, a espalhar bênçãos de esperança.
Podemos ser a madrugada alegre, que traz consigo a melodia dos pássaros, anunciando o alvorecer.
Podemos ser o amanhecer daqueles que se debatem na escuridão, trazendo os primeiros raios de sol que vencem as trevas, irradiando claridade e conforto.
Podemos emitir uma frase de otimismo ou apenas uma palavra de fé viva que lhes restaure a confiança no futuro...
Incentivar-lhes a coragem de modo a que o desalento não se transforme em moléstia destruidora.
Ou então, estender a ponte do diálogo amigo, capaz de induzir ao reequilíbrio e à serenidade.
Sejamos um recanto tranquilo. Mas para isso é preciso que o cultivemos portas adentro do coração.
É preciso que semeemos flores de compreensão, de afabilidade e doçura.
É tão triste caminhar na solidão! Mais triste ainda é ter como companhia a desesperança.
Pensemos em romper, de vez por todas, as amarras do egoísmo que nos detém os gestos de amizade, de dedicação e afeto.
Vençamos, em definitivo, a indiferença, derrubando as muralhas do orgulho que nos impedem de vislumbrar as necessidades dos que caminham ao nosso lado.
Sejamos um recanto de luz, de paz, de esperança!
Agindo assim, sentiremos suave felicidade a invadir-nos a alma, penetrando-nos o coração e aliviando nossas carências e dores.
Na medida em que nos fazemos úteis a alguém, recebemos as bênçãos de que tanto precisamos. Esquecemos os pés feridos nos espinhos do caminho e sentimos nossas forças ampliadas.
Auxiliando-nos uns aos outros conseguiremos alcançar o topo da montanha escarpada de onde poderemos vislumbrar a ampla planície coberta de relva e flores, como prêmio pelos esforços realizados.
Não há noite que perdure para sempre. O ponto mais alto da escuridão é também o início da madrugada que traz consigo a claridade, vencendo as trevas.
As nuvens, por mais densas que pareçam, são efêmeras e passageiras, mas o sol é perene.
Redação do Momento Espírita.
domingo, 12 de agosto de 2012
O Trem da vida
Numa viagem de trem, ao longo do percurso, pode acontecer uma grande diversidade de situações.
A nossa existência terrena pode ser comparada a uma dessas viagens, mais ou menos longa.
Primeiro, porque é cheia de embarques e desembarques, alguns acidentes, surpresas agradáveis em alguns embarques, e grandes tristezas em algumas partidas.
Quando nascemos, entramos no trem e nos deparamos com pessoas que desejamos que sigam sempre conosco: os nossos pais.
Infelizmente isso não vai acontecer; em alguma estação eles descerão e nos deixarão órfãos de seus carinhos, amizade e companhias insubstituíveis.
Mas, durante a viagem outras pessoas especiais embarcarão e seguirão viagem conosco: os nossos irmãos, amigos, amores e filhos.
A viagem não é igual para todos.
Alguns fazem dessa viagem um passeio, outros encontrarão nela somente tristezas, e alguns circularão pelo trem, prontos para ajudar a quem precise.
Muitos descem e deixam saudades eternas... Outros passam de uma forma que, quando desocupam o seu assento, ninguém percebe.
Curioso é constatar que alguns passageiros que nos são caros, se acomodam em vagões distantes do nosso, o que não nos impede, é claro, que durante o percurso nos aproximemos deles e os abracemos, embora jamais possamos seguir juntos, porque haverá alguém ao seu lado ocupando aquele lugar.
Mas isso não importa, pois a vida é cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, despedidas...
O importante, mesmo, é que façamos a nossa viagem da melhor maneira possível, tentando nos relacionar bem com os demais passageiros, vendo em cada um deles o que têm de melhor.
Devemos nos lembrar sempre que, em algum momento do trajeto, eles poderão fraquejar e precisamos entendê-los, pois nós também fraquejaremos muitas vezes e, certamente, desejaremos que haja alguém que nos entenda.
A grande diferença, afinal, é que no trem da vida, nunca saberemos em que estação teremos que descer, e muito menos em que estação descerão os nossos amores, nem mesmo aquele que está sentado ao nosso lado.
É possível que quando tivermos que desembarcar, a saudade venha nos fazer companhia...
Porque não é fácil separar-nos dos amigos, nem deixar que os nossos filhos sigam viagem sozinhos. Com certeza será muito triste...
No entanto, em algum lugar, há uma estação principal para onde todos seguimos. Lá nos reencontraremos todos.
E quando chegar essa hora, teremos grande emoção em poder abraçar nossos amores e matar a saudade que nos fez companhia por longo tempo...
Que a nossa breve viagem seja uma oportunidade de aprender e ensinar, entender e atender aqueles que viajam ao nosso lado, porque não foi o acaso que os colocou ali.
Que aprendamos a amar e a servir, compreender e perdoar, pois não sabemos quanto tempo ainda nos resta até à estação onde teremos que deixar o trem.
Se a sua viagem não está ocorrendo exatamente como você esperava, dê a ela uma nova direção.
Observe a paisagem maravilhosa com que Deus enfeitou todo o trajeto...
Busque uma maneira de dar utilidade às suas horas. Preocupe-se com aqueles que seguem viagem ao seu lado...
Deixe de lado as queixas e faça algo para que a sua estrada fique marcada com rastros de luz...
Pense nisso... E, boa viagem!
Redação do Momento Espírita.
domingo, 5 de agosto de 2012
Lágrimas: palavras da alma
Muitas vezes, na vida, vivenciamos situações em que a emoção é tamanha que nos faltam palavras para expressar nossos sentimentos.
Podemos considerar as lágrimas como as palavras de nossa alma.
Através delas, somos capazes de demonstrar incontáveis sentimentos.
As lágrimas, na maioria das situações, escorrem de nossos olhos sem que tenhamos controle sobre elas.
Em alguns momentos, elas contam histórias de dores, mas também têm na sua essência, algo de belo.
Quando elevamos o pensamento, sintonizando com a Espiritualidade maior, seja com nosso anjo protetor, com o amado amigo Jesus ou com Deus, sentimos os olhos marejados.
Observando a natureza, temos a oportunidade de presenciar alguns espetáculos que ela nos oferece. Emocionamo-nos percebendo a natureza e a perfeição Divina na presença de um pôr-do-sol, de uma queda d'água ou de um arco-íris.
Diante do nascimento de uma criança, somente as lágrimas são capazes de traduzir e qualificar a magnitude desse instante Divino.
Quando estamos sensíveis, por vezes carentes de alguma manifestação de afeto, um simples aperto de mão ou um afago carregado de amor é suficiente para provocar nossas lágrimas.
Quando deixamos que o som de uma música elevada alcance nosso coração, somos capazes de chorar de emoção, pois sentimos a alma tocada e acariciada por aquela doce e vibrante melodia.
Tanto a dor emocional quanto a dor física nos chegam sem pedir licença, ocupando espaço considerável em nossa alma e em nosso corpo.
Lágrimas são derramadas pela dor da partida de um ente querido, pela dor da ausência e da saudade, pela dor de um erro cometido e pelo arrependimento.
Ao constatarmos a dor do próximo, lágrimas jorram de nossos olhos. Deparamo-nos com tantas carências, tantas necessidades não atendidas, enfermidades, privações e abandono.
Cada lágrima derramada tem seu significado. Seja ela vertida pela dor ou pela alegria, nos diz que somos seres movidos pela emoção, capazes de exteriorizar os nossos sentimentos.
Demonstra que nos sensibilizamos em momentos simples e efêmeros, indicando que estamos sintonizados com o que há de belo na vida.
E quando as lágrimas derramadas forem de dor, façamos com que o motivo que nos comove seja também o motivo que nos move.
Que o movimento seja no sentido da modificação íntima.
Que seja impulso para olhar a vida sobre um novo ângulo, para trabalhar em nós mesmos a resignação, a paciência, a esperança, a fé e a confiança em Deus.
Redação do Momento Espírita.
domingo, 29 de julho de 2012
A luz da vida
Somos pequeninas lâmpadas a procura de luz para iluminar-se, buscamos esta energia através da vida em vários caminhos, muitas vezes chegamos a achar que esta energia não existe e que só a escuridão nos acompanhará.
Nessa busca tomamos decisões e fazemos escolhas que muitas vezes não favorecem a nossa evolução, mas errar também faz parte dessa busca da luz da vida.
Em quantos momentos pensamos que nossa pequenina lâmpada jamais se acenderá e nos julgamos merecedores dessa escuridão sem fim, tudo isso, porque ainda não confiamos em nós e em nossa transformação.
Tenhamos então a coragem e a confiança de que a nossa capacidade é infinita e de que podemos sim ter uma vida de luz mesmo com nossas dificuldades.
Mas para isso é necessário que tenhamos a consciência de que a mudança de sentimentos e pensamentos é necessária e que mesmo com as dificuldades poderemos ter a luz da vida a nos iluminar os caminhos.
Sempre haverá luz se formos sinceros conosco e principalmente se exercitarmos em nós a perseverança de jamais esmorecer diante da queda de energia, porque certamente somos capazes de ceder forças para que nossos caminhos possam sempre estar iluminados.
Pense positivamente, reaja positivamente e lute confiante, na certeza de que a luz da vida jamais lhe faltará.
(desconheço autoria).
domingo, 22 de julho de 2012
Contar as bênçãos
A natureza, caprichosa artesã, jamais repete um alvorecer ou um pôr de sol.
A cada amanhecer o céu se veste com cores e tons diferentes.
Há manhãs de sol e de muita luz, que nos convidam a despertar sorrindo.
Há manhãs cinzentas, em que as nuvens escuras e densas cobrem sem piedade os raios dourados do sol.
Há tardes em que o poente assume cores que nem mesmo os mais criativos pintores jamais arriscaram usar em seus trabalhos.
Há poentes em que a garoa fina domina a paisagem, ocultando, em meio à bruma, até mesmo as árvores mais próximas.
Há noites sem luar, quando as sombras invadem nosso olhar e as estrelas distantes parecem senhoras de um brilho ainda mais intenso.
Há dias de sol e há dias de chuva.
Assim também são os momentos de nossas vidas.
Nenhum minuto repete minutos anteriores.
Nenhum dia é igual a outro que já vivemos, tampouco será idêntico a algum que ainda vamos viver.
A vida é feita de experiências únicas que, somadas, criam o arcabouço de nossa história.
Há momentos de alegria e momentos de dor.
Há conquistas que nos felicitam.
Há perdas que nos dilaceram.
Tudo que vivemos e aprendemos integra nossas existências e forma o ser que somos ou que um dia seremos.
É evidente que nem todos os momentos são fáceis.
Há dificuldades que nos parecem intransponíveis e dores infinitas.
Nesses momentos o desalento deita sobre nós o peso do sofrimento e da angústia.
Curvamo-nos, incapazes de olhar o horizonte, e só vislumbramos as pedras do caminho.
Não somos capazes de perceber a luz do sol que brilha acima das nuvens.
Tampouco notamos a beleza das flores que emolduram a nossa estrada.
Nessas ocasiões, lembremo-nos de contar as bênçãos recebidas.
Enumeremos as dádivas que iluminam nossos dias.
São tantas!
O corpo físico, instrumento bendito que nos possibilita mais essa jornada terrestre;
a família, composta por amores do passado e do presente, oportunizando-nos reconciliação e crescimento conjunto;
os amigos, presenças que nos fortalecem e animam nas mais variadas situações;
o trabalho, fonte de recursos materiais a sustentar-nos e engrandecer-nos;
a mensagem do Cristo, guiando nossos passos por trilhas de luz, consolando-nos sempre;
a natureza exuberante, prova inequívoca da existência e da presença de Deus em nossos dias.
***
Não deixe que as adversidades ocultem dos seus olhos as bênçãos que a vida lhe concede.
Não se entregue ao desespero. São apenas dias de chuva a preceder manhãs de sol.
São situações passageiras e necessárias para o aprendizado do espírito.
Conte as bênçãos que já lhe chegaram às mãos e que hão de fazer eternamente parte de sua existência imortal.
Levante os olhos, seque as suas lágrimas e prossiga sempre!
Redação do Momento Espírita.
Em 31/01/2010.
domingo, 15 de julho de 2012
O Recomeço é possível
Sim, sempre poderemos recomeçar. E recomeçar significa não desistir, mesmo diante de tantas provas que parecem nos tirar o chão, nos levar à falsa crença de que não haverá salvação, de que o melhor é desistir.
Recomeçar é ir adiante, passar pelos espinhos e manter a cabeça erguida, mesmo que em muitos momentos as lágrimas estejam conosco.
Recomeçar é guardar no coração as lembranças dos momentos felizes já vividos, mas ao invés de se prender à tristeza pelo que não tem retorno, sair a buscar novos horizontes, é aliar fé e perseverança e perceber o quanto ainda podemos conquistar.
Recomeçar é sentir-se fragilizado diante de uma perda, mas não pensar jamais em abandonar a estrada que está a nossa frente, pelo contrário, é caminhar, lentamente, mas sempre caminhar.
Recomeçar é ir adiante com confiança e não temendo as tempestades que se formarem.
Recomeçar é acordar a cada manhã, abraçar o dia que está nascendo e ao invés de se prender às dificuldades, enxergar a nova oportunidade de renovação que bate a nossa janela.
Recomeçar é compreender que tudo tem o seu tempo. Que nenhum sofrimento cessa de uma hora para outra. A dor não termina como um passe de mágica. As dificuldades são superadas uma a uma.
Recomeçar é trilhar o caminho à frente, mesmo que ele seja cercado de espinhos.
É entender, que durante o recomeço, muitas ainda serão as vezes que sentimentos negativos irão querer nos envolver e nos desanimar. Mas mantendo a chama da fé acesa, não iremos parar.
Recomeçar é enfrentar as provas que estão ao nosso lado e perceber que outras provas também virão, mas que trazemos em nosso íntimo, a coragem para enfrentá-las.
Recomeçar é não ficar esperando por milagres, mas ser a cada dia, o próprio milagre de sua vida, trabalhando, perseverando e atingindo o destino tão aguardado.
Recomeçar é não desanimar com a caminhada, tudo tem o seu tempo. A dúvida só acaba, quando vamos atrás das respostas e descobrimos que elas estão em nosso íntimo.
O medo só vai embora quando nos aliamos à determinação e o encaramos de frente. O fardo só se torna mais leve, quando deixamos de nos sintonizar com os sentimentos nocivos, buscamos nos ligar com o Alto e sentimos nossas forças aumentarem.
O recomeço é sim possível, porém gradativo.
Não se muda sentimentos em horas. Não se modifica um caminho, sem perseverança.
Não se vence o mal, se não trabalharmos constantemente no bem. Não se chega ao amanhã, se não vivermos o hoje.
Recomeçar é degrau a degrau, passo a passo, lentamente, com confiança e força de vontade, aí de repente, quando olhamos para trás, iremos perceber o quanto já caminhamos.
Recomeçar é mudar os rumos da vida, lutando a todo instante, enfrentado as adversidades com as ferramentas internas que cada um de nós possui.
Recomeçar é saber que passaremos por novas tormentas, nos sentiremos pequeninos em alguns momentos e carentes em outros e também teremos receios, mas recomeçar é se abastecer com a fé verdadeira que a tudo fortalece.
Recomeçar é perceber que em alguma curva, seremos envolvidos pela escuridão, voltaremos a cair e talvez venhamos a nos sentir desamparados.
Mas recomeçar significa também, abrir a janela íntima para que o sol adentre, ilumine, aqueça e nos mostre quanto potencial trazemos conosco.
É encontrar a verdade que nos mostra que aquele ente querido que partiu, não se foi eternamente e quando recomeçamos, estamos caminhando e, cada vez mais, estaremos nos aproximando das pessoas que tanto amamos e que voltarão a estar ao nosso lado.
Mas se não recomeçarmos, não teremos como acreditar nesse reencontro...
Recomeçar é enxergar a destruição que há ao redor, mas antes que o desespero se aproxime, arregaçar as mangas e começar a reconstruir o que foi destruído, sabendo que não nos encontramos sozinhos nessa obra.
É cuidar das feridas, constatando que elas precisam de tempo para cicatrizar. É ter paciência enquanto novas cores são desenhadas e a mudança se aproxima.
É compreender que anos de trevas não se apagam imediatamente, mas sim, requerem a união da fé, da esperança, do otimismo, da coragem e da certeza de que não estamos sozinhos, mas precisamos fazer a nossa parte.
Recomeçar nasce dentro de nós e pouco a pouco vai se exteriorizando.
Recomeçar é ultrapassar tantas pedras que ainda estão no caminho. Semear flores para que elas passem a enfeitar o nosso caminho.
Cultivar o amor, porque tendo o amor como companheiro de viagem, nos fortalece mais ainda durante o recomeço, porque o amor a tudo renova.
Recomeçar é voltar a sonhar, mas principalmente buscar pelos sonhos. É encarar as provações como possíveis de serem superadas. E buscar também, compreender a lição que cada prova sempre nos traz.
Recomeçar é amadurecer, é refletir, escolher o caminho do bem.
Recomeçar é acreditar que podemos voltar a andar e reencontrar a paz. Fazer com que a serenidade volte a pulsar em nosso íntimo.
É afastar o mal e aproximar-se dos missionários de luz, que acompanham os nossos passos.
Recomeçar é abraçar o evangelho do Mestre.
E desse abraço, poder enxergar o Mestre iluminado a nossa frente a nos dizer:
"Vinde a mim todos os que estais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei" (Matheus 11:28).
A cada recomeço o Mestre estará conosco, ouvindo nossas aflições, aliviando nossas dores, nos estendendo a Sua mão e nos aquecendo a todo instante com o Seu eterno amor.
Recomeçar é seguir o trajeto sabendo que o Mestre está conosco, nos carregando no colo, nos momentos em que a dor se tornar forte demais.
Recomeçar é pegar o arado, preparar a terra, semear os bons frutos e assim, chegar a um novo amanhecer.
Recomeçar é batalhar pelas conquistas.
Descobrir novos caminhos.
Usar os talentos que possuímos.
Descobrir a chama da esperança que há dentro de nós.
Sintonizarmos com o Alto e não temermos as dificuldades, por maiores que pareçam.
Saber que o fim não existe, há recomeço.
Recomeçar é buscar o sorriso, é compartilhar as tristezas. Unir forças com os companheiros de jornada.
Seguir confiante... E perseverar!
"O recomeçar não é rápido, nem fácil, mas sempre possível."
Recomeçar no hoje, no amanhã e sempre que necessário... Porque recomeçar é eternamente possível...
Sônia Carvalho
quarta-feira, 4 de julho de 2012
A Metamorfose
Você já observou uma borboleta pousada sobre uma folha nova, especialmente escolhida por ela, uma que não caia antes da saída das lagartinhas do ovo, dobrar o abdome até sentir a face inferior da folha e ali colocar o ovo?
Por essas maravilhas da natureza, que somente a Providência Divina explica, cada espécie de borboleta sabe exatamente qual o tipo de planta que deve escolher para colocar o ovo que, graças a uma substância viscosa de secagem rápida, fixa-se imediatamente.
As borboletas são muito admiradas pela leveza dos seus voos e a beleza do colorido de suas asas.
Elas procuram, nas flores, na areia úmida ou em frutos fermentados, o seu alimento, sendo que as flores são muito frequentadas pelas borboletas fêmeas, enquanto os machos preferem as areias úmidas.
Algumas espécies existem que têm a capacidade de permanecerem imóveis por tempo considerável, enquanto outras fazem voos curtos, por vezes muito rápidos, indo de uma flor a outra.
Elas buscam a pradaria, a ramada das árvores, beijam as folhas farfalhantes e driblam o vento apressado.
Bailam em meio às gotículas que se desprendem das quedas d'agua ou como pétalas voejam, balançando no espaço.
Seu matiz é mensagem de alegria. A sua liberdade é um convite à paz.
No entanto, dias antes de mostrarem-se tão belas não passavam de larvas rastejantes no solo úmido ou escondidas na casca apodrecida de algum tronco relegado.
Lagartas, jamais sonhariam com os beijos do sol ou com néctar das flores. Mas, passam as semanas e após a fase de crisálida, ei-las que surgem maravilhosas, coloridas, exuberantes, plenas de vida.
À semelhança da lagarta, vivemos no terreno das experiências humanas.
Afinal, chega um dia em que somos convidados a adormecer na carne para despertar na Espiritualidade, planando acima das dificuldades que nos afligiam.
É a morte que nos alcança e nos ensina que a vida não se resume num punhado de matéria que entrará em decomposição.
Também não é simplesmente um amontoado de episódios marcantes ou insignificantes, promotores de esparsos sorrisos e rios de pranto.
A vida é a do Espírito, que vive para além da aduana da morte, tendo como destino a vida na amplidão.
Por isso, quando formos constrangidos a acompanhar, com lágrimas, aquele afeto que se despede das lutas do mundo, rumando para a Espiritualidade, não lastimemos, nem nos desesperemos.
Mesmo com dores n'alma, despeçamo-nos do coração querido com um suave "até logo" porque exatamente como as borboletas, ele alcançou a liberdade, enfim.
Você sabia que ao morrer o corpo, o espírito que dele se utilizava como de um veículo, se liberta?
Ninguém se aniquila na morte. Muda-se simplesmente de estado vibratório, sem que se opere uma mudança nos sentimentos, paixões e anseios, naquele que é considerado morto.
Redação do Momento Espírita.
terça-feira, 26 de junho de 2012
Por que dói tanto?
Não há quem caminhe pelas estradas da vida sem que cruze, em algum momento, pelos caminhos da dor. Em um mundo inconstante, onde as certezas são relativas, a dor é processo quase que inevitável.
Algumas vezes, ela vem carregando consigo a separação de quem amamos, pelo fenômeno da morte. Outras vezes é a doença que se instala, no nosso ou no corpo alheio.
Seja qual for sua origem, a dor vai sempre provocar momentos de reflexão e análise. Ela é o freio que a vida faz em nosso cotidiano, em nossos valores, em nossas manias mesmo, provocando o questionamento das coisas da vida e dos caminhos que percorremos.
Nesse questionamento, alguns optam pelo caminho da revolta. São os que maldizem a Deus, que se veem injustiçados, pois não mereciam tal desdita, que não veem utilidade nenhuma na dor, a não ser o sofrimento pelo sofrimento.
Outros utilizam a dor como aprendizado. São os que entendem o mecanismos de Deus como justos, e Deus como infinitamente amoroso para cada um de nós. Isso porque se Deus é a síntese maior do amor, certamente Seus desígnios são pautados pelo amor.
As perguntas: Por que comigo?, Será que eu mereço isso?, ou Para que tudo isso?, são os anseios de nossa alma a tentar entender as Leis da vida.
É necessário que repensemos qual o papel da dor para cada um de nós. Ela não é simples ferramenta de castigo de Deus, ou ainda, obra do acaso. Um Deus amoroso jamais agiria por acaso, ou castigaria Seus filhos. Toda dor que nos surge é convite da vida para o progresso, para a reflexão, para a análise de nossos valores e de nosso caminhar. Sempre que ela surge, traz consigo a oportunidade do aprendizado, que não se faria melhor de outra forma, caso contrário, Deus acharia outros caminhos. Não que devamos ser apologistas da dor, e buscá-la a todo custo. De forma alguma. Deus nos oferece a inteligência, e os recursos das mais variadas ciências, para diminuir nossas dificuldades e dores.
Assim, para as dores da alma, devemos buscar os recursos da psicologia e da psiquiatria. Para as dificuldades do corpo físico, os recursos clínicos ou cirúrgicos.
Porém, quando todos esses recursos ainda se mostrarem limitados, a dor que nos resta é nosso cadinho de aprendizado. A partir daí, nossa resignação dinâmica perante os desígnios da vida nos ajudará a entender qual recado e qual lição a vida nos está oferecendo.
Quando começarmos a entender que a dor sempre vem acompanhada de aprendizado, começaremos a entender melhor a música da vida, e qual canção ela está nos convidando a aprender a cantar. Afinal, nada que nos aconteça é obra do acaso. Somos herdeiros de nós mesmos, desde os dias do ontem, e hoje inevitavelmente nos encontramos com nossas heranças. As carências de hoje é o que ontem desperdiçamos, e as dores que surgem são espinhos que colhemos agora, de um plantio que se fez deliberadamente nos caminhos percorridos.
A dor é mecanismo que a vida nos oferece de crescimento e aprendizado. Porém ela somente será necessária como ferramenta de progresso enquanto o amor não nos convencer e tomar conta do nosso coração.
Redação do Momento Espírita.
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Desapego: confiança e fé!
Todos nós em algum momento da caminhada já sofremos muito quando um ente querido nos deu o seu até logo. Sentimos além do necessário quando, ao invés de vermos a sua partida como a alegria de um irmão que já cumpriu sua tarefa, vemos isso como uma perda. Reencarnamos para cumprir com missões determinadas e fazer os reajustes vencendo nossas más tendências. Desejar que alguém permaneça conosco pelo nosso simples medo de sentir falta, é alimentarmos o apego e o egoísmo.
O espiritismo quando codificado por Kardec matou a morte. Mostrando-nos a continuidade da vida além do corpo físico. Reforçando em nós a importância de valorizarmos os instantes juntos e também, a necessidade da reforma íntima. Dessa maneira, cultivarmos a saudade de quem já desencarnou, é uma das maneiras mais lindas de agradecê-los pelo tempo em que estiveram alegrando os nossos dias.
Através do Evangelho Segundo o Espiritismo, no capítulo V denominado "Bem-aventurados os Aflitos" temos a passagem que trata da perda de pessoas amadas e de mortes prematuras. Constatamos todos os dias a indignação e a revolta das pessoas dizendo que, se fosse uma pessoa ruim teria ficado, era tão jovem e não teve tempo de aproveitar a vida e se perguntam por que Deus permite isso? Ora, uma vez que Deus nunca erra e nunca errou, nada está fora da justiça Divina.
Temos um tempo determinado aqui na terra. As pessoas que convivem conosco também. Onde estaria o ajuste se, aquele que quitou seus débitos e cumpriu com a sua missão fosse obrigado a permanecer aqui e não pudesse voltar para se preparar mais e evoluir?
Da mesma maneira, aquele onde de forma grosseira, a vaidade, o orgulho e o egoísmo falam mais forte que seu lado bondoso, também precisa crescer e vencer as suas más tendências. Quanto mais tempo demorar para isso, mais tempo necessitará permanecer encarnado. Nenhum de nós é totalmente ruim ou totalmente bom. Então, como nos acharmos no direito de julgar.
Quando aprendemos que devemos amar ao próximo como a nós mesmos, em nenhum instante nos é permitido tomarmos conta da vida alheia. Desapegarmo-nos de alguém não é deixar de amar, pelo contrário, é amar em dobro. Dando liberdade e aceitando que aquele a quem amamos siga o seu curso.
Nada mais natural que, os pais que tiveram filhos desencarnados jovens, sintam muito as suas faltas. Porém, devemos nos confiar a Deus. Nossa família (laço corporal) e nossos amigos (laço espiritual) são empréstimos Divinos.
A fé nos traz a certeza do caminho certo. Lembrarmos com saudade daqueles que conviveram conosco é maravilhoso. Imaginemo-nos de volta ao plano espiritual e tendo a chance de sermos recebidos por eles.
Apegar-se à vida material é um sofrimento sem hora para terminar. Todo aquele que se intitula espírita, não pode portanto, revoltar-se dessa maneira às leis de Deus. Chorar faz parte do caminho de cada um que ama. Erguer a cabeça e fazer a nossa parte para, ao ser visto por quem retornou ao plano espiritual, transmitir paz e felicidade, é o mínimo a ser feito.
Guardemos portanto, as seguintes palavras do Evangelho que nos diz: "Vós, que compreendeis a vida espiritual, escutai as pulsações do vosso coração a chamar esses entes bem-amados e, se pedirdes a Deus que os abençoe, em vós sentireis fortes consolações, dessas que secam as lágrimas; sentireis aspirações grandiosas que vos mostrarão o porvir que o soberano Senhor prometeu. - Sanson, ex-membro da Sociedade Espírita de Paris (1863)."
Por isso, continuemos a ver no sol o milagre Divino a nos chamar para vivermos a vida em todo seu esplendor. Não nos prendamos as mesquinhezas da revolta e da maledicência, Jesus nosso Mestre e Amigo abraça-nos e nos convida a tudo vencermos. Oremos com mais fé e tenhamos a certeza de que, tudo podemos quando em Deus confiamos. Alimentar o desapego é alimentar a fé.
Se hoje você chora, enxugue as suas lágrimas e sorria, alguém que muito lhe ama também torce por você na espiritualidade.
Por Débora Rabello
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