domingo, 21 de outubro de 2012
Uma vaga tristeza...
Você já percebeu que, às vezes, uma vaga tristeza se apodera do nosso coração e nos leva a considerar amarga a vida?
É que nosso espírito aspirando a felicidade e a liberdade, se sente esgotado, cativo a esta vida e ao corpo que lhe serve de prisão, em vãos esforços para sair dele.
Reconhecendo inúteis esses esforços, caímos no desânimo e, como o corpo sofre essa influência, toma-nos o cansaço, o abatimento, uma espécie de apatia. E nos julgamos infelizes.
A saudade dos amores que já se foram comprime-nos o peito, e a solidão aproveita para se instalar em nossa alma sofrida.
Os dias se sucedem e a tristeza teima em nos fazer companhia...
No entanto, é preciso que resistamos com energia a essas impressões que nos enfraquecem a vontade.
São inatas no Espírito de todos os homens as aspirações por uma vida melhor.
O próprio Cristo falou da felicidade que Deus nos reserva, da vida futura, após vencidas as etapas que nos competem na estrada evolutiva.
Devemos, por nossa vez, aguardar pacientemente o anjo da libertação, para nos ajudar a romper os liames que nos mantém cativos ao corpo carnal.
Lembremo-nos de que, durante a nossa estada na Terra, temos de desempenhar uma missão de que não suspeitamos, quer dedicando-nos à família, quer cumprindo outras obrigações que Deus nos confiou.
E se, no decorrer desse período, advierem as inquietações, as tribulações, as noites sem estrelas, os dias amargos, devemos manter-nos fortes e corajosos para os suportar.
Precisamos entender que a razão da vida é o sentido de uma caminhada. Somos, todos, peregrinos e companheiros. E como em todas as longas caminhadas teremos surpresas e dificuldades.
Nesses dias difíceis, é importante que fechemos os olhos e voltemos nossos sentimentos ao Alto, numa oração sincera, buscando forças.
E, ainda que tudo pareça envolto em escura neblina, perceberemos o som de uma melodia distante, convidando-nos a dar alguns passos a mais... É a voz suave do Pastor que jamais nos deixa sós.
É a cantiga dos imortais, que superaram com bravura as refregas da vida física, dizendo-nos que os momentos amargos duram pouco, e nos conduzirão à companhia dos amigos por quem choramos, e que, felizes por ver-nos de novo entre eles, nos estenderão os braços a fim de guiar-nos a uma região inacessível às aflições da Terra.
Todos os sofrimentos: misérias, decepções, dores físicas, perda de seres amados, encontram consolação na fé, na confiança em Deus e nos demais ensinos do Cristo.
Sobre aquele, que ao contrário, nada espera após esta existência, ou que simplesmente duvida, as aflições vêm com todo o peso e nenhuma esperança lhe alivia as amarguras.
Foi isso que levou Jesus a dizer: "Vinde a Mim todos vós que estais aflitos, que Eu vos aliviarei."
Redação do Momento Espírita.
sábado, 6 de outubro de 2012
Coisas do tempo
Você já deve estar sentindo como eu e quase todo o mundo, que o tempo está correndo depressa demais.
Não temos tempo para mais nada.
Isso me faz recordar uma história envolvendo Galileu, sobre a questão do tempo.
Perguntaram-lhe quantos anos ele tinha.
- "Oito ou dez anos, respondeu Galileu."
Obviamente aquele senhor de longa barba branca - sua figura clássica - tinha muito mais.
Então ele logo explicou:
- Tenho, na verdade, os anos que me restam de vida, porque os já vividos não os tenho mais. Como também, não temos mais as moedas que já gastamos.
E como não temos a sabedoria de Galileu, continuamos repetindo: Como passa o tempo!
Mas, na verdade, somos nós que passamos.
O grande cientista e astrônomo italiano sabia que estamos aqui de passagem.
Somos peregrinos e é bom pensar na meta que nos espera.
A certeza de que a nossa caminhada terrena tem um final.
E é o melhor recurso para valorizarmos mais cada minuto que aqui vivemos.
Assim podemos aproveitar o que realmente temos: O presente.
Convém desfrutarmos cada dia como se fosse o último.
O ontem se foi, acabou. Esse é o custo da vida.
Você cresce quando não perde a esperança, a vontade de viver, nem tampouco perde a fé. Cresce, quando aceita a realidade e tem orgulho de vivê-la.
Quando aceita seu destino, mas tem garra para mudá-lo.
Você cresce quando aceita o que passou, seguindo em frente e fazendo novos planos para o que está por vir. Cresce quando supera, se valoriza e é capaz de dar frutos.
Você cresce quando abre caminhos, assimila experiências e semeia raízes.
Cresce quando se impõe metas, sem se importar com comentários e julgamentos.
Ao dar exemplos, independentemente do desdém, quando você cumpre com seu trabalho.
Cresce quando é forte de caráter, sustentado por sua formação e por sua sensibilidade.
Você cresce quando enfrenta o inverno mesmo que perca as folhas.
E quando colhe flores mesmo que tenham espinhos que deixam marcas no caminho, ainda assim você sacode a poeira.
Cresce quando é capaz de lidar com centelhas de ilusão, é capaz de perfumar-se com as flores e elevar-se com o amor.
Você cresce ajudando seus semelhantes, conhecendo-se a si mesmo e dando à vida mais do que recebe.
E, por último, uma lição de vida, um rumo para a nossa caminhada:
- Nunca desvalorize ninguém, guarde cada pessoa dentro do seu coração, porque um dia você pode acordar e perceber que você perdeu um diamante...
Enquanto você estava muito ocupado colecionando pedras...
(Desconheço a autoria)
Texto modificado por mim.
terça-feira, 25 de setembro de 2012
A busca da paz interior!!!
Aconteça o que acontecer na sua vida, não perca a sua paz interior, ela é a força que você precisa para manter-se em equilíbrio mesmo durante as piores tempestades.
Manter a paz é fundamental para não cair nas armadilhas da depressão.
Cuide-se enquanto é tempo...
Busque sua paz de espírito e viva melhor, usando estas regrinhas básicas:
- Comece o seu dia em sintonia com Deus através da fé, na oração.
- Use o bom senso ao ler as notícias.
- Pare de ir no embalo dos alarmistas de plantão.
- Ao entrar no local de trabalho, faça uma prece em silêncio e cumprimente a todos com alegria.
- Respeite-se, se não estiver com vontade de falar com ninguém, retire-se e pare de fingir que está tudo bem.
- Peça ajuda. Para ajudar alguém precisamos estar muito bem. Se você não estiver bem, esqueça, você vai prejudicar a você e a quem pediu ajuda. A paz é uma conquista daqueles que se amam.
- Ame-se pelo amor de você mesmo!
Ninguém tem o direito de invadir a sua paz e se o estão fazendo é porque você está permitindo.
- Reveja seus atos. Tente manter sua tranquilidade mesmo que esteja passando por períodos difíceis. Para conservar a sua paz vale tudo: banhos relaxantes, orações, terapias, e muito amor.
- Siga com serenidade sua caminhada. Manter-se em paz é um exercício diário.
- Sorria mais, relaxe, busque um cantinho dentro de você para ser feliz. Você é responsável pelo seu bem estar. Estando feliz o outro seguirá o seu exemplo.
- Acredite em você.
- Valorize-se. Você merece muito mais do que tem hoje, e vai conquistar se mantiver seu pensamento positivo, sempre voltado para o bem, para suas conquistas, sonhos e desejos.
Só existem dois dias no ano em que nada pode ser feito. Um se chama ontem e outro amanhã. Portanto, hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer, e principalmente viver!
"Desenvolver força, coragem e paz interior demanda tempo. Não espere resultados rápidos e imediatos, sob o pretexto de que decidiu mudar. Cada ação que você executa permite que essa decisão se torne efetiva dentro de seu coração."
Texto de Dalai Lama - modificado por mim.
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
O que mais sofremos
O que mais sofremos no mundo:
Não é a dificuldade.
É o desânimo em superá-la.
Não é a provação.
É o desespero diante do sofrimento.
Não é a doença.
É o pavor de recebê-la.
Não é o parente infeliz.
É a mágoa de tê-lo na equipe familiar.
Não é o fracasso.
É a teimosia de não reconhecer os próprios erros.
Não é a ingratidão.
É a incapacidade de amar sem egoísmo.
Não é a própria pequenez.
É a revolta contra a superioridade dos outros.
Não é a injúria.
É o orgulho ferido.
Não é a tentação.
É a volúpia de experimentar-lhes os alvitres.
Não é a velhice do corpo.
É a paixão pelas aparências.
Como é fácil de perceber, na solução de qualquer problema, o pior problema é a carga de aflição que criamos, desenvolvemos e sustentamos contra nós.
"Não percas, portanto, a tua preciosa oportunidade de aperfeiçoamento."
(Emmanuel).
Psicografia de Chico Xavier
Ditado pelo Espírito Albino Teixeira
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Uma gota d'água
Você já parou, alguma vez, para observar uma gota d'água?
Sim, uma pequena gota d'água equilibrando-se na ponta de um frágil raminho...
Com graciosidade, a gotícula desafia a lei da gravidade, se balançando nas bordas das folhas ou nas pétalas de uma flor.
São gotas minúsculas, que enfeitam a natureza nas manhãs orvalhadas ou permanecem como pequenos diamantes líquidos, depois que a chuva se vai.
É por isso que um bom observador dirá que a vida seria diferente se não existissem gotas d'água para orvalhar a relva e amenizar a secura do solo.
Madre Tereza de Calcutá foi uma dessas almas sensíveis.
Um dia um jornalista que a entrevistava lhe disse que, embora admirasse seu trabalho junto aos pobres e enfermos, considerava que o que ela fazia diante da imensa necessidade, era como uma gota d'água no oceano.
E aquela pequena sábia mulher lhe respondeu: "sim, meu filho, mas sem essa gota d'água o oceano seria menor."
Sem dúvida, uma resposta simples e extremamente profunda, pois sem os pequenos gestos que significam muito, a vida não seria tão bela...
Um aperto de mão, em meio à correria do dia a dia...
Um minuto de atenção a alguém que precisa de ouvidos atentos, para não cair nas malhas do desespero...
Uma palavra de esperança a alguém que está à beira do abismo.
Um sorriso gentil a quem perdeu o sentido da vida.
Um pequena gentileza diante de quem está preso nas armadilhas da ira.
O silêncio, frente a ignorância disfarçada de ciência...
A tolerância com quem perdeu o equilíbrio.
Um olhar de ternura para quem pena na amargura.
Pode-se dizer que tudo isso são apenas gotas d'água que se perdem no imenso oceano, mas são essas pequenas gotas que fazem a diferença para quem as recebe.
Sem as atitudes, aparentemente insignificantes, que dentro da nossa pequenez conseguimos realizar, a humanidade seria triste e a vida perderia o sentido.
Um abraço afetuoso, nos momentos em que a dor nos visita a alma...
Um olhar compassivo, quando nos extraviamos do caminho reto...
Um incentivo sincero de alguém que deseja nos ver feliz, quando pensamos que o fracasso seria inevitável.
Todas essas são atitudes que embelezam a alma.
E, se um dia alguém lhe disser que esses pequenos gestos são como gotas d'água no oceano, responda, como Madre Tereza de Calcutá, que sem essas gotas o oceano de amor seria menor.
E tenha certeza disso, pois as coisas grandiosas são compostas de minúsculas partículas.
Sem a sua quota de honestidade o oceano da nobreza seria menor.
Sem as gotas de sua sinceridade, o mar das virtudes seria menor.
Sem o seu contributo de caridade, o universo do amor fraternal seria consideravelmente menor.
Pense nisso!
E jamais acredite naqueles que desconhecem a importância de um pequeno tijolo na construção de um edifício.
Lembre-se da minúscula gota d'água que delicadamente se equilibra na ponta do raminho, só para tornar a natureza mais bela e mais romântica, à espera de alguém que a possa contemplar.
E, por fim, jamais esqueça que essas mesmas pequenas e frágeis gotas d'água que, com insistência e perseverança, conseguem esculpir a mais sólida rocha.
Redação do Momento Espírita.
domingo, 2 de setembro de 2012
E muitos perguntam...
Diante da dor, que parece insuportável, muitos perguntam como irão prosseguir?
E o Pai responde que a fé é a luz que irá cicatrizar todas as feridas e nos mostrar um novo caminho.
Diante do desafio que destrói muitos sonhos, muitos perguntam como resistir à tentação de abandonar a jornada?
E o Pai responde que a prece é o remédio que sempre renova nossas forças nos momentos de maior provação.
Diante da tristeza, muitos perguntam como reencontrar o prazer de viver?
E o Pai responde que a alegria é uma semente que está dentro de cada um de nós e só quando cuidarmos do nosso terreno íntimo, ela poderá germinar.
Diante da queda, muitos perguntam como irão se reerguer e continuar?
E o Pai responde que a perseverança e a confiança são as ferramentas que nos ajudarão a atravessar qualquer tempestade.
Diante dos espinhos, muitos perguntam como suportar o sofrimento?
E o Pai responde que o mesmo espinho que hoje nos fere, amanhã será a flor a perfumar nossa vida.
Diante do erro, muitos perguntam como não se entregar ao desespero?
E o Pai responde que somos Espíritos eternos em constante evolução e que a cada dia progredimos rumo ao Alto e com fé, lá chegaremos, independente dos desatinos já cometidos.
Diante da perda, muitos perguntam como não temer a morte?
E o Pai responde que a morte é apenas a porta para um novo caminho, que o fim não existe e sim a chance de um novo recomeço.
Por isso, sigamos nosso caminho, vencendo nossos melindres, perseverantes em nossa reforma íntima, acreditando em nós e na Providência Divina e continuando a perguntar, porque o Pai jamais nos deixará sem resposta...
Sônia Carvalho
Autora do livro "E a vida se renova".
domingo, 26 de agosto de 2012
Quando menos esperamos...
Por maiores que forem suas dificuldades e provações, mantenha-se calmo e sereno. Confie em Deus que não desampara nenhum de seus filhos.
Nenhuma dor é eterna e, tudo mais cedo ou mais tarde, passará.
Nosso sofrimento começa a desaparecer quando começamos a entender o significado da dor.
O estado de rebeldia e contrariedade em relação ao sofrimento agrava nossas dores. Aceite tudo que lhe acontecer como vindo a seu favor e entenda que ninguém sofre sem motivo.
Deus é nosso Pai sábio e amoroso e jamais nos enviará fardos mais pesados que nossa capacidade de suportá-los.
A compreensão de que nada de mal nos acontece produz segurança interior.
Tenha compreensão e paciência diante das dificuldades surgidas.
André Luiz nos alerta dizendo: "a paciência em verdade é perseverar na edificação do bem a despeito das arremetidas do mal e prosseguir corajosamente cooperando com ela e junto dela, quando nos seja mais fácil desistir."
Prossiga lutando por tudo aquilo que considera justo, honesto, verdadeiro, e confie que as tormentas passarão.
Jamais recue diante das dificuldades, pois elas são colocadas em nosso caminho para testar nossa capacidade de superação.
Se o momento nos exige paciência, lembre-se de que Deus é paciência infinita.
Quando menos esperar as dores e dificuldades haverão passado, pois em um minuto apenas a tormenta acalma, a dor passa, o auxílio vem, o amor parte, o ausente chega e a vida muda.
Autoria: Sândalo
domingo, 19 de agosto de 2012
Recanto de Luz
Quantas pessoas caminham desoladas e sós...
Andam, e sentem que seus passos as conduzem a lugar nenhum...
Perderam, há muito tempo, o endereço da esperança...
Várias se debatem nas trevas da desilusão, do abandono, da desdita...
Sucedem-se os dias, as horas dobram-se umas sobre as outras, e os minutos passam como se trouxessem consigo uma soma cada vez maior de dissabores...
A vida lhes parece um eterno anoitecer, uma escuridão perpétua.
Milhares de criaturas estão à beira de um colapso nervoso.
Muitos corações estão quase sufocados de angústia, de saudade, de desespero, debruçados no passado, em busca de memórias perdidas.
Diante desse quadro, nós podemos ser um recanto de luz, convidando as criaturas a suave reconforto.
Podemos cultivar na intimidade um jardim de flores e luzes, a espalhar bênçãos de esperança.
Podemos ser a madrugada alegre, que traz consigo a melodia dos pássaros, anunciando o alvorecer.
Podemos ser o amanhecer daqueles que se debatem na escuridão, trazendo os primeiros raios de sol que vencem as trevas, irradiando claridade e conforto.
Podemos emitir uma frase de otimismo ou apenas uma palavra de fé viva que lhes restaure a confiança no futuro...
Incentivar-lhes a coragem de modo a que o desalento não se transforme em moléstia destruidora.
Ou então, estender a ponte do diálogo amigo, capaz de induzir ao reequilíbrio e à serenidade.
Sejamos um recanto tranquilo. Mas para isso é preciso que o cultivemos portas adentro do coração.
É preciso que semeemos flores de compreensão, de afabilidade e doçura.
É tão triste caminhar na solidão! Mais triste ainda é ter como companhia a desesperança.
Pensemos em romper, de vez por todas, as amarras do egoísmo que nos detém os gestos de amizade, de dedicação e afeto.
Vençamos, em definitivo, a indiferença, derrubando as muralhas do orgulho que nos impedem de vislumbrar as necessidades dos que caminham ao nosso lado.
Sejamos um recanto de luz, de paz, de esperança!
Agindo assim, sentiremos suave felicidade a invadir-nos a alma, penetrando-nos o coração e aliviando nossas carências e dores.
Na medida em que nos fazemos úteis a alguém, recebemos as bênçãos de que tanto precisamos. Esquecemos os pés feridos nos espinhos do caminho e sentimos nossas forças ampliadas.
Auxiliando-nos uns aos outros conseguiremos alcançar o topo da montanha escarpada de onde poderemos vislumbrar a ampla planície coberta de relva e flores, como prêmio pelos esforços realizados.
Não há noite que perdure para sempre. O ponto mais alto da escuridão é também o início da madrugada que traz consigo a claridade, vencendo as trevas.
As nuvens, por mais densas que pareçam, são efêmeras e passageiras, mas o sol é perene.
Redação do Momento Espírita.
domingo, 12 de agosto de 2012
O Trem da vida
Numa viagem de trem, ao longo do percurso, pode acontecer uma grande diversidade de situações.
A nossa existência terrena pode ser comparada a uma dessas viagens, mais ou menos longa.
Primeiro, porque é cheia de embarques e desembarques, alguns acidentes, surpresas agradáveis em alguns embarques, e grandes tristezas em algumas partidas.
Quando nascemos, entramos no trem e nos deparamos com pessoas que desejamos que sigam sempre conosco: os nossos pais.
Infelizmente isso não vai acontecer; em alguma estação eles descerão e nos deixarão órfãos de seus carinhos, amizade e companhias insubstituíveis.
Mas, durante a viagem outras pessoas especiais embarcarão e seguirão viagem conosco: os nossos irmãos, amigos, amores e filhos.
A viagem não é igual para todos.
Alguns fazem dessa viagem um passeio, outros encontrarão nela somente tristezas, e alguns circularão pelo trem, prontos para ajudar a quem precise.
Muitos descem e deixam saudades eternas... Outros passam de uma forma que, quando desocupam o seu assento, ninguém percebe.
Curioso é constatar que alguns passageiros que nos são caros, se acomodam em vagões distantes do nosso, o que não nos impede, é claro, que durante o percurso nos aproximemos deles e os abracemos, embora jamais possamos seguir juntos, porque haverá alguém ao seu lado ocupando aquele lugar.
Mas isso não importa, pois a vida é cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, despedidas...
O importante, mesmo, é que façamos a nossa viagem da melhor maneira possível, tentando nos relacionar bem com os demais passageiros, vendo em cada um deles o que têm de melhor.
Devemos nos lembrar sempre que, em algum momento do trajeto, eles poderão fraquejar e precisamos entendê-los, pois nós também fraquejaremos muitas vezes e, certamente, desejaremos que haja alguém que nos entenda.
A grande diferença, afinal, é que no trem da vida, nunca saberemos em que estação teremos que descer, e muito menos em que estação descerão os nossos amores, nem mesmo aquele que está sentado ao nosso lado.
É possível que quando tivermos que desembarcar, a saudade venha nos fazer companhia...
Porque não é fácil separar-nos dos amigos, nem deixar que os nossos filhos sigam viagem sozinhos. Com certeza será muito triste...
No entanto, em algum lugar, há uma estação principal para onde todos seguimos. Lá nos reencontraremos todos.
E quando chegar essa hora, teremos grande emoção em poder abraçar nossos amores e matar a saudade que nos fez companhia por longo tempo...
Que a nossa breve viagem seja uma oportunidade de aprender e ensinar, entender e atender aqueles que viajam ao nosso lado, porque não foi o acaso que os colocou ali.
Que aprendamos a amar e a servir, compreender e perdoar, pois não sabemos quanto tempo ainda nos resta até à estação onde teremos que deixar o trem.
Se a sua viagem não está ocorrendo exatamente como você esperava, dê a ela uma nova direção.
Observe a paisagem maravilhosa com que Deus enfeitou todo o trajeto...
Busque uma maneira de dar utilidade às suas horas. Preocupe-se com aqueles que seguem viagem ao seu lado...
Deixe de lado as queixas e faça algo para que a sua estrada fique marcada com rastros de luz...
Pense nisso... E, boa viagem!
Redação do Momento Espírita.
domingo, 5 de agosto de 2012
Lágrimas: palavras da alma
Muitas vezes, na vida, vivenciamos situações em que a emoção é tamanha que nos faltam palavras para expressar nossos sentimentos.
Podemos considerar as lágrimas como as palavras de nossa alma.
Através delas, somos capazes de demonstrar incontáveis sentimentos.
As lágrimas, na maioria das situações, escorrem de nossos olhos sem que tenhamos controle sobre elas.
Em alguns momentos, elas contam histórias de dores, mas também têm na sua essência, algo de belo.
Quando elevamos o pensamento, sintonizando com a Espiritualidade maior, seja com nosso anjo protetor, com o amado amigo Jesus ou com Deus, sentimos os olhos marejados.
Observando a natureza, temos a oportunidade de presenciar alguns espetáculos que ela nos oferece. Emocionamo-nos percebendo a natureza e a perfeição Divina na presença de um pôr-do-sol, de uma queda d'água ou de um arco-íris.
Diante do nascimento de uma criança, somente as lágrimas são capazes de traduzir e qualificar a magnitude desse instante Divino.
Quando estamos sensíveis, por vezes carentes de alguma manifestação de afeto, um simples aperto de mão ou um afago carregado de amor é suficiente para provocar nossas lágrimas.
Quando deixamos que o som de uma música elevada alcance nosso coração, somos capazes de chorar de emoção, pois sentimos a alma tocada e acariciada por aquela doce e vibrante melodia.
Tanto a dor emocional quanto a dor física nos chegam sem pedir licença, ocupando espaço considerável em nossa alma e em nosso corpo.
Lágrimas são derramadas pela dor da partida de um ente querido, pela dor da ausência e da saudade, pela dor de um erro cometido e pelo arrependimento.
Ao constatarmos a dor do próximo, lágrimas jorram de nossos olhos. Deparamo-nos com tantas carências, tantas necessidades não atendidas, enfermidades, privações e abandono.
Cada lágrima derramada tem seu significado. Seja ela vertida pela dor ou pela alegria, nos diz que somos seres movidos pela emoção, capazes de exteriorizar os nossos sentimentos.
Demonstra que nos sensibilizamos em momentos simples e efêmeros, indicando que estamos sintonizados com o que há de belo na vida.
E quando as lágrimas derramadas forem de dor, façamos com que o motivo que nos comove seja também o motivo que nos move.
Que o movimento seja no sentido da modificação íntima.
Que seja impulso para olhar a vida sobre um novo ângulo, para trabalhar em nós mesmos a resignação, a paciência, a esperança, a fé e a confiança em Deus.
Redação do Momento Espírita.
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