Duas certezas contraditórias que marcam nossa existência é o "viver é morrer" e o "morrer é viver".
Olhamos o mundo com a certeza da transitoriedade e, ao mesmo tempo, a fé na eternidade.
Se por um lado reconhecemos nossa finitude, o limite natural marcado pela existência breve, por outro lado fica a certeza de uma vida além desta, aberta para a eternidade contida numa promessa de vida, que nos faz ser mais do que seres definitivamente limitados.
Vemos o tempo ir embora com uma rapidez surpreendente. O tempo deixa suas marcas em experiências vividas; tristes ou felizes, ali estão elas, carimbadas em nosso Ser.
Vemos o tempo fugir escapando por entre os dedos e só percebemos quando o espelho denuncia as marcas deixadas pelo tempo.
Viver e morrer constitui duas faces de uma mesma realidade, a vida. Uma não existe sem a outra.
A morte é o limite da existência. É também o grande exercício da nossa fé. Ou cremos numa vida eterna que jamais se acabará ou de nada vale nossa fé.
É por isso que minha prece incessante é, há muito tempo, a mesma. Que possamos apenas crer, independente das circunstâncias, independente do sofrimento, independente da saudade. Que possamos crer cada vez mais em Deus, Criador e Senhor da nossa vida.
Que Ele, somente Ele tenha o domínio, o controle e a direção da nossa vida.
Que nossa vida possa ser inteiramente vivida num abandono total na fé e esperança, no reencontro com nossos entes amados que nos precederam na eternidade.
Que a saudade seja um alimento da nossa fé; uma força que nos impulsione a caminhar ao encontro de Jesus em seu Reino, onde não haverá mais dor, lágrimas e tristezas, mas uma eterna alegria ao lado daqueles que nesta vida foram mais do que vencedores e por isso já contemplam a face do Deus da Vida.
Texto de Regina Araújo
Meus queridos amigos,
Obrigada a todos pela força, pelo carinho e pelas boas energias que me transmitem.
Muita paz e luz!
Um beijo e um abraço muito carinhoso.
Ilca












