Vida Urgente- Fundação Thiago Gonzaga Porto Alegre - Setembro/2010
Não há nada maior que possa afetar um pai e uma mãe do que a perda de um filho tão amado. É uma dor muito profunda e difícil de cicatrizar.
Seja por motivo de doença, tragédia ou outro qualquer, perder um filho não é fácil. Só sabe o tamanho dessa dor quem um dia já a vivenciou, de fato é um pedaço seu. E se algo pudesse ser feito para ter seu filho de volta, com toda certeza, que faria todo o esforço possível.
Sabemos do crescente número de pais que perdem seus filhos na infância, adolescência ou na fase adulta. Independente da idade, perder um filho é perder o bem mais precioso. Porém, a vida precisa continuar, não podemos nos fechar e viver presos e focados nessa dor.
A dor é parte do processo da perda, mas os pais devem buscar soluções para viver o luto, buscar conforto e vencer, um dia após o outro; lutar pela vida e não entregar sua vida. Para superar a dor da perda de um filho querido, é necessário abrir-se; falar sobre sua dor é importante. Extrair de dentro o pesar, desabafar com o companheiro, familiares e amigos de confiança, e aceitar o conforto e o apoio de todos fará bem.
Ocupar-se e preencher seu tempo é o segundo passo. Participar de grupo de autoajuda. Ajudar pais que tenham passado por problemas parecidos com o seu. Fazer trabalhos voluntários. Reunir e estar com a família. Não se isolar.
Orar e meditar. É preciso vencer os medos e a dor, é preciso buscar consolo, conforto, paz interior, até mesmo no silêncio. O apoio espiritual fortalece nas angústias da alma. Muitas famílias recorrem a oração.
Pensar positivo. Sabemos que haverá dias mais fáceis e outros mais difíceis, mas é preciso pensar e agir positivamente. Se o dia começou ruim, a lembrança, a saudade... Começou a ter um acesso de choro e pensamentos negativos bombardeando a sua mente? Pare... respire fundo. Com certeza seu filho não gostaria de lhe ver triste, então por você e por ele, alegre-se.
Lembrar os momentos felizes é bom, mas não para torturar-se, evite deixar lembranças espalhadas por toda a casa, escolha um lugar, para quando quiser reviver os momentos bons que passaram juntos. E se os pertences de seu filho começarem a lhe causar sofrimento, doe-os, irá ser melhor assim, ele não estará nos objetos, estará sempre em seu coração e na sua memória.
"Sei que toda dor e aflição é uma fonte de virtude e força espiritual, que nos molda e purifica."
Fernanda Ferraz - Graduada em RH
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Memorial que traz o nome da minha filha Thais entre as vítimas da violência no trânsito.




















